Eu quero brincar de deus

Por favor, não me pergunte o que é deus. Não que eu não queira te responder, eu só não sei a resposta, mesmo que você diga que ela pode ser particular. O mais próximo que posso chegar é dizer o que NÃO é deus para mim.

Deus não se coloca como uma salvação ou como uma intervenção direta. Sério, comigo não cola aquele discurso de jogador de futebol agradecendo “primeiramente a Deus” pelo gol. A atuação divina não é feita em sistemas. Deus é muito mais horizontal que vertical. Deus é muito mais de dentro pra fora do que de fora pra dentro.

E se…Não fosse Deus — Um sábado qualquer

E foi sentada no ônibus, voltando para casa que eu cheguei nessa afirmação que pode ser ousada para alguns, mas pra mim ela é simples e todo mundo deveria pensar sobre isso.

Eu quero brincar de deus! Eu quero brincar de transformar o mundo, de ser agente de mudança, de ver minhas energias sendo coladas no meu trabalho. E assim como esse deus ou uma força ou luz…como vocês preferirem chamar!, eu não posso (e nem quero) ter a pretensão de destruir um sistema e criar outro. Então, quero agir aos poucos, em espaços pequenos. Eu quero agir de dentro pra fora.

Assim, o mais importante é brincar! É inventar, se jogar! A criação e a mudança vão vir como consequência. Na verdade, elas já estão intrínsecas na brincadeira. Brinque de deus, chef, pintor, nutricionista, arquiteta, pai, mãe, arqueira, guitarrista ou escritora (como eu estou fazendo agora). Podemos depositar no mundo o que há de mais criativo e divertido dentro de nós. E a boa notícia é que sempre temos muita coisa. Só não deixe de brincar.

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