‘’necrológio dos desiludidos do amor’’ e sua atualidade.

Tão mórbido quanto parece mas tão verdadeiro quanto poderia ser. Hoje foi tudo que eu precisava: um professor passou esse poemão da porra e me fez mais pensativa do que o normal. Para resumir em poucas e humildes palavras: homens desiludidos se matam por mulheres recém desinteressadas, um caos de almas poéticas de um lado e risos frouxos de quem já não liga mais e nem se atinge em ter que pular o corpinho de um ex que não deu bola na hora certa, de outro. Um pouco mais refinado que isso e muito bem expressado; depois de ouvir, ler e reler, comecei a pensar quem nunca deve ter se identificado com os dois lados? Do desespero do não correspondido ao pouco caso do não corresponder. E ambos têm suas dores, ambos têm suas descobertas e claro, seus desesperos. Isso me fez pensar que talvez seja atemporal esse desencontro que parece tão característico da nossa geração. Aquilo mesmo de pisa que gruda e gruda que pisa, por mais tosco que pareça, define bem as relações. Dizendo por mim, é claro. Quer coisa mais difícil que encontrar alguém na mesma frequência, mesma sintonia, que diga: ‘’conheci alguém que tá afim e me fez afim também, na mesma hora, não é maluquice?!” E é! Que maluquice, que viagem gostosa e saudosa essa parada de querer ao mesmo tempo de ser quisto. Posso aproveitar e pedir desculpa a todos aqueles que quis tanto, até me quererem e também, posso aproveitar para dizer que entendo aqueles que tanto quiseram até eu querer de volta? Cara, é difícil a gente estar na mesma pegada mas quando acontecer… Vai vir pra destruir, com pé na porta, arrebentar suas expectativas ou pode vir de mansinho, pedindo licença mas causando o mesmo estrago delicioso de sentir e realmente poder sentir. Porque olha, o ‘’eu quero’’ eu digo sempre mas a experiência do ‘’queremos’’ ainda tô pra ver!

Like what you read? Give Maria a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.