M. B. G.

Começando a coleção de histórias contando a história que eu tive com essa garota chamada M. B. G., que conheci no colégio católico que eu estudei em 2012 e 2013, com 11 e 12 anos, respectivamente.

Minha família nunca foi rica. Desde o casamento dos meus pais até os dias de hoje nós podemos dizer com certeza, somos pobres! No entanto, minha mãe sempre viu em mim sucesso, e eu, de fato, sempre fui uma menina de desempenho. Então, com dois empregos paralelos, minha mãe me pagou a escola e eu fui para o colégio católico.

A primeira interação com os alunos desse colégio talvez não fosse a melhor experiência para uma criança de 11 anos, uma vez que eu e meus quatro amigos da escola anterior viramos motivos de riso após dizer para a professora que a escola que estudávamos era uma “escola do campo”. E M. B. G. era uma das alunas mais ricas da sala, então espalhou minha desgraça para o resto da escola. Junto com suas duas coleguinhas, ela era a criança mais temida da sala.

Desde a minha entrada até 2013, eu e M. criamos laços. Ainda em 2012 eu consegui entrar para o grupinho, que até então eram M. e as duas amiguinhas, e, como eu tinha amizade com todos, fiz a ponte de interação entre M. e as crianças ‘normais’ da sala de aula. Isso me faz pensar que semeei a humanidade na menina.

No fim de 2012, M. já me considerava sua melhor amiga. Melhor amiga pobre. E sua melhor amiga rica (uma das integrantes do antigo triozinho) se aproximou de mim ao passo que se afastava dela, gerando as brigas que se desenrolaram em 2013.

As três meninas, M. e as amigas, e eu continuávamos juntas, mas com o clima de traição entre crianças durante 2013 inteiro. Nesse ano, eu fiz amizade com outra garota, de outra sala e que havia entrado naquele ano, e essa garota mais tarde se tornaria a grande rival de M..

Como eu era a melhor nova amiga de M., eu sabia de tudo que ela pensava a respeito do resto da escola. Todas as vezes que ela falou mal de alguém, falou para mim. E eu fui sempre muito esperta, então ia ligando as coisas. Até que um dia coloquei M. e minha amiga da outra sala frente a frente, e disse para que ela dissesse o que pensava da menina na frente dela (a menina também era minha amiga, entende?). M. falou que não tinha nada contra.

Uma semana depois, ela tornou a falar mal da menina e o fim das aulas e da minha passagem por aquela escola estavam acabando. Nesse dia nós brigamos e paramos de nos falar. E a antiga melhor amiga de M. veio até mim pedir o que estava acontecendo para terem parado de se falar. Contei tudo, todas as vezes que M. falou mal dela pelas costas.

Me encontrei com M. algumas vezes depois de 2013, e nos falamos brevemente. Mas em 2014, eu com 13 anos, descobri que meu namoradinho me traiu com ela. Não nos falamos até hoje, mas ela e a antiga melhor amiga rica voltaram à ativa e estão firmes e fortes, eu acho…