O começo de tudo: Sobre falar da própria vida.

Talvez agora, neste instante, eu esteja fazendo uma das coisas mais importantes para a minha própria vida e, talvez (somente, unicamente talvez), eu faça alguém ter algum sentimento bom por mim. Afinal, provável que algum escritor muito famoso não soubesse que fosse ficar famoso, e muito menos que eu queira ser famosa. É que às vezes nós não nos damos conta da importância que temos pra alguém, ou que fomos notados.

Hoje mais cedo, ao recordar de algumas histórias que me ocorreram tempos atrás eu pensei “eu deveria escrever num caderno sobre todas as histórias que eu construí com todas as pessoas que passaram por mim”, e não devo ser a única que já pensou em algo assim, — eu estou ciente que não sou, nem posso ser — no entanto, talvez eu seja uma a cada cinco ou dez pessoas que escreve sobre isso e pede pra alguém ler. Quando decidi escrever aqui, foi para que leiam, e, quem sabe com sorte, compartilhem suas experiências comigo ou com outros.

É certo que eu tenha acabado de completar meus 16 anos, mas sou de uma geração de fato muito precoce. E essa precocidade me rendeu algumas várias historinhas que eu venho juntando desde os 11 anos, que foi quando eu entrei de fato na puberdade, e é deste marco que eu decidi começar a contar as histórias. Também acho engraçado porque as histórias provavelmente não correspondem sequer a metade das que eu vou viver, aliás, estou construindo as próximas. Mas é melhor deixar tudo registrado enquanto eu ainda tenho uma boa memória adolescente.

Pretendo escrever cada texto voltado a cada pessoa que passou por mim. De forma breve, mas contando com o máximo de detalhes. Não citarei os nomes, apenas as iniciais. Ou talvez só os primeiros nomes, ainda não me decidi. E nem decidi quando ao certo eu começo a postar. Mas sei que será assim.

Espero que alguém leia.