Eu nunca me senti tão cansada;

E quando eu digo “tão cansada” é bastante. Não é aquele cansaço que me faz querer encostar em algum lugar pra dormir ou ficar em casa assistindo um filme, quieta, no meu canto. É um cansaço que vem do âmago. Eu adoro falar do âmago, acho que os maiores sentimentos vem de lá, de dentro. Em todos os meus textos, ele aparece pelo menos uma vez. Tenho andado meio perdida além de cansada. Eu não sei mais pra quem escrevo ou pra onde escrevo. Me olho no espelho e não vejo que sou eu. Não consigo enxergar a pessoa que era antes. A autoestima deveria fazer jus ao “auto-alto” mas ela tá super baixa, e, eu sei que tô lutando pra ser quem sou e que isso é um ato de coragem diário. Mas ao mesmo tempo eu não sei até onde eu vou aguentar. Até onde esse cansaço do âmago vai me deixar caminhar, sair de casa, sorrir, sair pra comer com os amigos, curtir o final de semana, um churrasco. Ele é traiçoeiro, eu nunca sei quando ele vai me deixar na merda, num estado deplorável, que me prende à cama e me afasta de coisas básicas como higiene e alimentação.

Olhe, sem ajuda de ninguém eu tenho conseguido. Mas é um peso. Um peso enorme nas costas se sentir a última opção. Desde o colégio, na formação dos times fui escolhida como uma das últimas, e vejo isso se repetindo dia-pós-dia na minha vida adulta.

São crises, e várias crises, e vários dias. Diversas sensações. Queria poder dizer que boas e ruins, mas no meu atual momento, só ruins.

Eu vivo repetindo “a vida não é ruim, depende do lado que você quer enxergar”. Têm sido difícil ver pela melhor perspectiva. Pra caramba, aliás. Rememos o barco e continuemos à luta.

Eu só quero ser melhor. E me amar mais.