olá, maria!!
Joy A Ti
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Outra coisa que acredito que você não tenha notado, e peço desculpas por não ter sido mais clara, é que o texto já rebate o tipo de crítica que acuso de ter sido rasa. Além disso, quando criticamos “O Sagrado Feminino” de qualquer processo de exclusão, não estamos criticando O Sagrado Feminino, mas grupos específicos com um formato específico. Veja bem, se o Sagrado Feminino está no culto às Iyá Mi Oxorongá, não faz sentido dizer que ele, em si, é excludente. Se pessoas trans são iniciadas para Oxum, interessam-se por aromaterapia ou atendem com oráculos, não faz sentido dizer que o Sagrado Feminino, em si, é excludente. Na Índia há hijras, pessoas trans profundamente respeitadas dentro do hinduísmo e que reverencial Deusas, isso é Sagrado Feminino. Como é possível criticar o Sagrado, que tem tantos rostos? Esse é o ponto do meu texto, o conceito de Sagrado não é o que está sendo difundido aqui. Reduziram a grupos de mulheres jovens e privilegiadas se encontrando em apartamentos de bairros nobres. E ele é tão grande que é isso também. Enfim, estamos apontando pessoas específicas, grupos específicos, modelos contemporâneos específicos de estudo acerca de um tema milenar, que é o Sagrado, e não apontando o Sagrado em si, acredito que toda a confusão esteja nisso. ;)

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