“O sol caminha devagar…

mas atravessa o mundo”

São humidade e calor. Definitivamente estas são as primeiras sensações que experimentei quando pisei solo africano pela primeira vez… e quando chegámos à Guiné-Bissau foi mais uma vez isto. Estranha-se e entranha-se. Entope os poros.

Hoje o dia foi assim. De sensações e de nos deixarmos “entranhar”. Chegar a Bissau, onde estamos actualmente e onde ficaremos até terça-feira, exige um período de “habituação”. Claro que podem pensar “mas habituação do quê? Mudaram de país e vá de continente mas… deixem-se de coisas!”.

Os semáforos, o café com a amiga X que não pode esperar mais, a roupa que tem de ser estendida impreterivelmente hoje, o trânsito em hora de ponta, o prazo de entrega do trabalho que tem de ser cumprido, o caminhar apressado de quem tem que chegar ontem, o telemóvel apelativo que soa mais do que devia… tudo! Enfim, tudo isto vive em nós e exige ser desalojado quando se aterra num país como a Guiné.

Um grande amigo nosso (que é também padre da Consolata e nos preparou para esta missão) diz muitas vezes

“os europeus têm o relógio, os africanos o tempo”.

E é assim. Hoje foi o dia de desligar o botão do relógio e ligar o do tempo. Foi de abraçarmos as pessoas que nos receberam e de nos dispormos a ouvi-las, a estar sem pensar se estamos 2 minutos atrasadas para o almoço. Hoje foi o primeiro de muitos dias no ritmo de um povo que só conhece o ritmo da dança que lhes corre nas veias.

Estamos felizes!

Obrigado a todos por todo o apoio!

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