Desculpe o transtorno, mas preciso falar de amor. Sempre fui o tipo de pessoa que me entregava, me jogava de cabeça em pessoas rasas e em pessoas profundas, porém nem tão profundas quanto eu, sempre fui aquele tipo de pessoa que dizia “eu te amo” 900 vezes se fossem necessárias, e todas possuíam o mesmo significado singelo e puro da primeira vez, sim eu era esse tipo de pessoa, e antes de qualquer coisa, eu amava ser eu, e não queria mudar, e nem iria, pois era feliz assim. E, com você não foi diferente, eu me entreguei a você, de corpo e alma, criei uma vida inteira, dei nome aos filhos e acreditei em casamento, quis me casar com você milhões e milhões de vezes, e aprendi a gostar de gatos, e te ensinei a não ter medo de cachorros, pois até então teríamos milhares deles. Então, você decidiu ir embora, tudo bem, as coisas são assim, o amor é assim, é lindo e mágico, porém no primeiro fio de realidade aquele sentimento, que é lindo, porém sensível, se desata como se fosse uma corda com várias toneladas em cima, e bom, contigo não foi diferente. Mas, após algumas lágrimas e um breve desespero, aqui estou eu, por algum motivo, escrevendo sobre o sentimento que me quebra o coração todas as milhares de vezes. Por quê? Porque sim, quero lhes dizer, que sim, o mundo precisa de pessoas que não tenham medo de enfrentar seus medos e aceitem ceder um pouquinho que seja pra viver um puta amor, o mundo precisa de alguém que lhes fale que essa lei do “desapego” é errada, e que sim existe amor em SP, existe amor em todos os lugares, porém cadê as pessoas para realmente senti-lo?

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