Nunca fui de acreditar em religião, divindades e toda essa coisa que a sociedade impõe para nos sentirmos menos pesados. Sempre gostei de brincar com o destino, de supor coisas, tentar prever que aquela menina no ponto de ônibus seria o amor da minha vida, sempre fiz apostas comigo e com esse lance de destino, mas só pra não ficar tão maçante sabe?

Depois de você, me tornei uma pessoa um tanto quanto cética e idiota, deixei de acreditar em coisas que me moviam e que me tiravam do tédio, coisas como amor e destino.

Digo, seria fácil se eu pudesse apagar todos os danos, cicatrizes e amores passados certo? Mas como a vida não é um efeito borboleta eu não posso apagar você, nem todos os outros antes de você, me resta aprender lidar com todo esse caos que estava dentro de mim.

Costumo falar que todo mundo chega no meio de alguma coisa certo? E por uma ironia do destino, você chegou, chegou no momento mais crucial de tudo, me fazendo pensar em todas as coisas, me dizendo daquele teu jeito descontraído “é destino”, e garanto que após ouvir isso três vezes na mesma noite, por você mesmo, eu confesso que comecei a pensar: porra e se for destino mesmo? E se assim como todos os romances clichês, como todas as histórias de Ted Mosby, fosse para você me ver ali, naquele lugar?

Você me viu, eu te vi.

É destino em?

É destino!

Você me disse que as pessoas atraem o que sentem, nós duas nos atraímos no meio daquele monte de gente desconhecida, seu radar me captou e eu te captei, era como se já nos conhecêssemos a muito tempo, era como se nossos lábios já se conhecessem, e então aquela sintonia estranha aconteceu.

Retomo minha crença no destino em dias como hoje, depois de uma grande ressaca de amor e de um fim um tanto quanto desastroso. Percebi que toda oração ao destino, é na verdade, uma oração ao nosso próprio inconsciente – que nem é tão inconsciente assim. Então se toda essa coisa de destino faz realmente sentido pra você, como faz pra mim, o que nos resta? O que me resta? Me resta acreditar que nós apenas deveríamos estar ali naquele momento, e todas as nossas escolhas ruins deveriam ter acontecido para chegarmos onde finalmente estamos. Em sintonia.

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