Sim, o natal e o ano novo são festas racistas, machistas e excludentes.

Fogos, festas, comidas e bebidas ; estes são os principais atrativos das festas de fim de ano onde todos se deliciam em um prazer imediato, mas nunca refletiram sobre como todas essas comemorações afetam o atual ecossistema social que não se baseia mais em velhas tradições, mas sim na riqueza da diversidade. Tais “comemorações” trazem velhas lembranças de um passado macho-eurocêntrico e que devem ser duramente repensadas.


  1. O NATAL E MARIA

Estuprada no mundo espiritual por uma entidade pedófila chamada “espirito santo” e subjugada no mundo físico por um carpinteiro, Maria viu-se sem saída e deu a luz a Jesus cristo. Por trás do arroz com uvas passas, risadas e piadinhas de tios machistas, se esconde uma história de estupro e escravidão que vitimou uma garota de 14 anos.

2. O NATAL E JESUS CRISTO

Jesus, símbolo universal da tolerância, igualdade e paz não possuía nenhum representante LGBTQI ou mulher entre os seus apóstolos. Como 12 homens irão saber das necessidades das outras minorias? Entre tantos admiradores e seguidores, não havia nenhuma mulher ou LGBTQI suficientemente dignos para sentar ao lado de Cristo?

3. O ANO NOVO E A EXCLUSÃO CULTURAL

Atualmente , por imposição dos bancos e grandes corporações, utilizamos o calendário gregoriano. Vale lembrar que tal calendário começou a ser imposto no século XVI pela igreja católica (a mesma que assassinava mulheres por acusações de feitiçaria). 
Com isso desconsideramos completamente a existência de calendários das várias minorias étnicas e culturais ao redor do globo. Podemos citar por exemplo a existência do calendário etíope, calendário chinês e o calendário muçulmano que funcionam de maneira completamente diferente e que não tem representatividade adequada mesmo vivendo em um mundo multicultural e globalizado.
O não reconhecimento de pequenos aspectos da cultura de outras pessoas cria micro-feridas que aos poucos podem ser tornar algo maior. A falta de representatividade cria um sentimento de exclusão que pode desencadear uma depressão e posteriormente um suicídio. Estamos no século XXI e precisamos reconhecer que não existem culturas melhores nem piores e que todxs merecem a representatividade que lhes pertence.

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