Entorpecida.

Me falas de tua embriaguez e mal sabes o quão embriagada me deixastes
Inebriada pelo teu perfume que mais uma vez me invade sem pestanejar
Hipnotizada pelo teu olho profundo, misterioso
Inocente e provocante num paradoxo mistério que eu quisera desvendar
Tuas mãos cobertas de anéis me fazem pensar quando terei a chance de tirar-lhes um a um
O teu sorriso encantador, que do canto da boca já me fascina
Querendo adentrar nos olhos teus
Despir sua alma por inteiro e deixar-te à vontade para ser feliz com a minha
Que de tanta ânsia pela tua, não para de falar em versos o que o corpo grita
Entorpecida de ansiedade pelo encontro dos teus olhos, passeio com os meus sem enxergar mais ninguém
E no dia em que, por vontade, também vieres, serei invadida por toda a sua luz
Que se acenda
Que esquente
Que me queime.

    Maria Luísa Machado

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    Às vezes é só drama.