Algumas ideias incertas e confusas.

E certamente clichês, como de costume.

Amor meu, tu pensas que pouco és amado. Mas mal sabes o quanto te amo. Mal sabes tu, o quão estou disposta a te fazer se sentir amado.

Eu estou disposta, amor, a amar te ilimitadamente, até compensar toda a falta de demonstração de afeto de teus pais. Até que tu acredites que és amado.

Porém, tenho receio, meu bem, de que tu não estejas disposto a me amar de volta, pois tu não deves saber, mas eu também não me sinto amada e estou precisando sentir que alguém me amas.

Por causa desse sentimento egoísta de necessidade de reciprocidade, eu, às vezes, me questiono se o que sinto por ti é realmente amor…pois imagino que o amor não sejas assim tão egocêntrico.

Talvez tu sejas apenas um reflexo de minha carência. Ou talvez eu não esteja destinada á ser amada. Talvez eu tenha nascido apenas para amar em excesso a todos que me cercam sem nem mesmo saber o significado da palavra amar.

Me pergunto se tu sabes o significado dessa palavra, receio que não. Me questiono se um dia juntos iremos tentar descobrir o significado da palavra amar, temo que não.

Ei minha ilusão, não é por quê aquela pessoa não te amou como tu a amou que ninguém mais irá te amar. Há tanta gente esperando ser amada. Há tanta gente esperando essa reciprocidade. Aposto que seria uma honra ser verdadeiramente amada por ti.

Meu querido amor utópico, certamente nós dois nunca daremos certo. Mas nunca se esqueças que…

Tu mereces ser amado.

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