achado de um papel jogado
Não sei dizer exatamente qual momento é pior,
quando a gente pela primeira vez se considera uma fraude
ou quando a gente finalmente se da conta que somos.
Não esta claro também quando cada um acontece,
as vezes a gente percebe que é uma mentira sem nunca nem ter pensado nisso antes. Dureza. Acho que pode até ser mais traumático.
As vezes eu começo a escrever do final, não sei se tem a ver,
mas talvez seja alguma ancestralidade oriental, aquele poema que eu não me lembro mais. O meio do meio do fim, do sim, não me recordo…
Não sei se faz sentido mas é bacana pensar assim (aqui pode entrar o carinho por últimas palavras — espero que a minha seja triunfal- ou tesão em ultimas frases de livros). No papel eu escrevo diferente do teclado.
Será que é mais uma ascensão ancestral, quem sabe, eu tenho debates muito sérios, severos comigo. Escreve-los alivia, um pouco.
É mais um dia chorando sozinha no transporte,
e hoje finalmente choveu em São Paulo.
Poesia? Texto? Achado no meio das minhas mil folhas de anotações, matérias da faculdade, textos pra ler, sem data e com cheiro de melancolia.
