quinze milhões de méritos

diante de um espelho que mostra o caos vi a luz que machuca o meu umbigo. preciso respirar fundo. comprimir tudo num só fluxo. é impossível mudar se eu estou sempre a discursar pra mim, meu ódio se alimenta.

tipo um palco lotado de mim. vomito verdades sem me preocupar. daqui não aprendo só disparo a ti alguns fragmentos de informação pra depois eu voltar a ser esse sujeito sem devir o ódio me contenta.

postei, você curtiu a insurreição, compartilhou a salvação, no fundo não tem pena de ninguém. diz que é a salvação. um golpe no meu coração. destituindo a multidão. o ódio não contempla.

vidrado no vidro que mostra o medo. me perco nas horas, nessa ilusão. preciso gritar pro ar minha aflição sem medo de encarar de frente as aversões

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