sobre amsterdam e event design canvas: parte 1.

pra ter sorte nessa vida, é preciso ter cara de pau. mesmo, MESMO. eu falo isso sempre, vocês já cansaram e cada vez que faço isso na minha vida, um ponto de virada acontece. lembro quando fui chamada de designer frustrada pelo meu ex-namorado/eterno amigo(obrigada até hoje por ter me dito isso, Dhaval Chadha, mudou a minha vida rsss) e comecei a pesquisar Design de Serviços.

como parte do Mestrado no Mundo (já falei sobre isso aqui), fui até o país de Gales para uma Conferência de Service Design. eu não sabia nada sobre o assunto, eu era uma curiosa/cara de pau. comecei a pesquisar, entender, ler livros, participar de workshops, trocar ideias com as pessoas. e decidi que eu iria, sim, unir toda a teoria de Design de Serviços a eventos. isso iria funcionar.

como ninguém nunca pensou nisso antes? porque todo mundo que trabalha com eventos não está pensando nisso? o Design como ferramenta para criar eventos que são experiências lindonas e coisa e tal?

isso me dava medo. ainda dá, muito. ainda tem dias que sinto uma mega insegurança louca, aquela vozinha interior (mongolona) que tenta me puxar pra baixo. mas eu não quero escutar, eu quero seguir fazendo, testando, colocando em prática tudo isso que resolvi inventar.

aí, no início deste ano, comecei a pesquisar sobre Canvas e essas ferramentas todas para desenhar inovação, novos negócios e empresas.

precisamos fazer um Canvas para desenhar eventos, pensava eu. como fazer, como fazer, como fazer? empaquei.

(os amigos mais próximos sabem que escrevi à mão um manual inteirinho e nunca consegui publicar, passar pro computador, nada. está empacado por falta de confiança, juro.)

aí, sentada na frente do mesmo computador em que estou agora escrevendo essa história para vocês, entrei no Dr. Google e digitei: “event design”.

puta merda.

tinha resultados. resultados legais, olha! hm, parece interessante esse pessoal. clico. nossa. eles fizeram um Canvas de Design de Eventos. WTF.

aqui os leitores talvez dividam-se entre: a) os que ficaram #chateados e acham que não fui a primeira a fazer/inovar/criar e que automaticamente tenho um concorrente e b) os que estão emocionados, como eu fiquei, pulando da cadeira e achando isso LINDO de se ver.

preciso estudar isso, preciso falar com esses caras, preciso conhecer tudo que eles inventaram. entro em contato. eles topam conversar. marcamos call. 4h de papo incrível sobre eventos, design, ferramentas, etc. fico feliz demais, surtada demais, doida pra pra saber ainda mais. ufa.

no fim da call, pergunto a ele o que posso fazer agora pra ajudar. e ele me fala que traduzir o Canvas para português é uma tarefa a ser feita. manda que a gente faz, digo eu.

aqui cabe um parênteses: eu ando sofrendo porque tem muito trabalho pra fazer. e fico me sentindo mal em pedir tarefas menos legais pra outras pessoas. fiquei com o Canvas parado uma semana sem fazer nada porque eu não tinha tempo! aí decidi pedir pra Beta, nossa criadora maluca na Altos Eventos, pra ela começar a tradução, eu iria revisar e testar com as minhas alunas. depois de feito, me senti mal.

eu prometi que iria fazer a tradução e pedi pra outra pessoa, sou um fracasso. não fiz o que prometi.

aí comecei a pensar: Mari, o que deve ser feito, deve ser feito. nem sempre por ti. e está tudo certo. prometemos o Canvas em português e entregamos, certo? that’s the job. é isso.

delegar não significa nada a não ser: o trabalho precisa ser dividido e meu tempo deve ser investido em X,Y,Z coisas. e o trabalho de outras pessoas deve ser investido em A,B,C coisas. é isso. simples.

um dia depois de entregarmos o Canvas, faceiras, recebo um email com um convite para viajar para Amsterdam e participar do curso de grátis. não, eu não poderia estar contando isso aqui, mas azar. a vontade que tenho de compartilhar com vocês e inspirar vocês a colocarem a cara nas coisas que acreditam é maior do que o risco de estar contando isso.

viajei, fui receber a Certificação em Event Design (cujo processo só termina em dezembro, porque tem mais 4 etapas para concluir tudo, não é tão fácil assim, rsss) e aqui estou contando essa história doida pra vocês.

um pouco do EDC pra vocês / roel e ruud são os criadores e facilitadores da metodologia.

comecei esse texto dizendo que pra se ter sorte nessa vida, é preciso ter cara de pau. e pra ter cara de pau a gente precisa de coragem. para conectar com a gente mesmo e entender o que nos move. e quando isso for tão forte, mas tão forte, quando o coração bater sozinho por uma coisa que a gente acredita muito, não importa o que poderia nos parar, porque a gente simplesmente não vai parar, de jeito nenhum.

***

agora sendo bem prática para os curiosos de eventos:

as turmas do Design de Experiência para Eventos vão, sim, ter acesso à metodologia que aprendi no curso em Amsterdam.

os meus alunos que quiserem terão a oportunidade de comprar o livro. é caro e em inglês, infelizmente. custa 130 reais e dá pra comprar escrevendo para financeiro@altoseventos.com.br.

comecem a mandar emails no site do eventcanvas.org dizendo que vocês exigem um livro mais barato e em português! assim todos pressionamos a editora a considerar o Brasil como prioridade na lista da tradução.

vão rolar duas open sessions de Event Design, uma aberta e uma para convidados. postarei novidades em breve.

estou tentando um auditório para fazer uma palestra aberta e gratuita contando a metodologia, está complicado conseguir isso sem custo, mas vai rolar, tenho fé. aviso todos sobre a data.

precisamos voluntários para traduzir textos do site, quem estiver a fim de ajudar, manda email pra roberta@altoseventos.com.br.

é isso, gente, vamos mudar o mundo, um evento por vez! ❤