Sabedoria
não se compra
não se rouba
não se transfere
não se acha
Mas já tentou plantar?
Nasce
Se força botão
Cria espinho
Vive solidão
Não se aguenta
Vira rosa
Ouve elogio
Morre em vidro
Despetalada
Nessa ladeira que falta luz
Falta também escola
E falta pão
Quando moeda é pouca
Migalha é banquete
Alimenta tanta gente
A ganância é pouca
Árvore que nasce em pé de encosta
Nunca se escora
Nunca fraqueja
Uma única vez se deita
Nunca mais volta
Quem olha de longe pensa que a brisa fácil já lhe vale o dia
Silêncio e corpo no chão
Bala de fora pra dentro
Bala de dentro pra fora
Como lidar com a falta do irmão?
É do povo que vem o herói
É do povo que vem o vilão