O fim dos produtos que não fazem sentido é necessário, disruptivo e exponencial.
João Pedro Fagundes
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Excelente texto João!

Existem várias teorias e palpites sobre o que será a nova era, os impactos dos novos comportamentos no futuro das pessoas, das empresas e do planeta. Não temos como afirmar ao certo o que virá, nem quando virá, mas diante de tantos fenômenos temos certeza que a lógica do consumo e do comportamento não será assim para sempre e que estamos vivendo um período de transição.

O principal ponto, na minha visão, é que a aceleração do estilo de vida das pessoas que foi proporcionada pela tecnologia, conectividade e etc, causou uma grande sufocante crise de identidade. Tudo é uma grande bagunça agora.

Nós fomos educados e criados por gerações culturalmente mais estáveis, aprendemos a impressionar os outros mas aprendemos muito pouco a nos conectar conosco mesmos e agora, que não conseguimos mais comprar tudo o que precisamos para impressionar o mundo (porque impressionar o bairro é tranquilo, agora, em escala global, quem é que aguenta?) nossos valores nos cobram, nos fazem questionar o que é realmente felicidade e quem é que realmente importa afinal. Mas, é preciso coragem para ser você mesmo, para desapegar dos valores que convivemos por tanto tempo, para criar novos. É muito difícil de verdade, antes de tudo, se conectar consigo mesmo e depois, se manter em seu propósito. Quantas pessoas sabem dizer seu propósito afinal? Não aprendemos isso, aprendemos a competir, a atender a demanda dos estudos, do trabalho, dos outros… nós seríamos felizes por consequência, mas não aprendemos a entender nós mesmos. Nós nos distraímos o tempo todo. Com tudo

A mudança é profunda, demorada e dolorosa, mas o centro está claro. Somos nós. O ser humano. Os únicos capazes de pensar e realizar a transição que começa na compreensão de que você, eu e todo mundo tem a responsabilidade de agir em prol de si mesmo e do mundo. (amei o video!)

Já está mais do que na hora de parar de reclamar que os outros não fazem o que deveriam fazer e fazer o que pode pelo que te preenche como ser humano habitante de um mundo maior que seu umbigo. Não dá mais para terceirizar.

Andei pensando muito sobre essa visão e o quanto as pessoas estão percebendo as movimentações, saí do meu círculo e perguntei para outras pessoas, com outras atividades, cultura e valores.

Por mais que pareça muito claro para a comunidade empreendedora, inquieta e curiosa, essa percepção parece estar a milhas de distância da maior parte das pessoas e é aí que eu tomo a liberdade de provocar essa comunidade (que eu tenho o despeito de me incluir) que se orgulha tanto da coragem de pensar diferente: só nós não adianta, tem que ser todo mundo. Não adianta conversar só com quem nos entende. O que nós estamos fazendo para levar essa percepção mais além? Como estamos mobilizando? Como estamos ensinando e compartilhando? Acho sinceramente que, se nós percebemos e acreditamos nisso, temos a responsabilidade de acolher, ensinar e, principalmente de aprender com quem não compartilha dessa visão e segue institivamente no modelo que questionamos.

Abs com a admiração de sempre!

Mari

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