trinta e um dias
Agosto começou e logo apareceu uma galera por aí falando que esse é o mês que nunca acaba. Eu, que nunca me preocupei com o tempo das coisas, não entendi o que todas as reclamações no twitter significavam. Até a semana passada.
Lá no dia 1, falei aqui que iria escrever um texto por dia. Claramente não se concretizou, mas isso trouxe muito conhecimento mesmo assim. O primeiro texto saiu, depois de uns dias o segundo e acho que não passamos de seis. Entre essa meia dúzia, páginas e mais páginas de reflexões no meu bullet journal. E era disso o que eu precisava.
O mês que não acaba nunca, finalmente terminou. Muitas coisas aconteceram e confesso me questionar de vez em quando se tudo isso foi verdade.
Problemas familiares, início das campanhas eleitorais, fim da fisioterapia. Também comecei a namorar uma menina, acabei contando isso no meio de um texto — nada mais justo — e acertei algumas coisas com uma amiga. Falando em amiga, percebi que eu estava certa sobre outra pessoa não ser a amiga que estava imaginando. Faz parte. Prefiro acreditar nisso.
Acordei numa segunda-feira louca para me demitir. Desisti no meio do dia. Na outra semana, fui demitida. Eu ri na frente do meu antigo chefe. Tive férias, fiz entrevistas, chorei na frente da RH. Ela disse que eu preciso me desprender dos meus problemas e olhar para frente. Pelo menos já fiz isso com o sutiã.
Eu disse eu te amo. E depois desejei não ter dito. Só que no fundo todo mundo sabe que é verdade. Como boa sagitariana que sou, não poderia fingir algo que não é.
Recebi uma proposta de emprego, aceitei e depois voltei atrás. Recebi outra. Agora eu sei que vai. Também ganhei um sorteio. Me ferrei, porque já tinha comprado o prêmio. Decidi me desprender de mais pensamentos limitantes. Não quero mais pessoas ou sentimentos que me deixem parada.
Nessas duas semanas de férias, olhei de novo para mim. Coisa que não fazia desde o carnaval. Resolvi fazer um novo carnaval todos os dias agora. Calma no olhar, leveza no sorriso e liberdade no coração.
Agosto terminou e esse texto parece mais uma retrospectiva do ano. Foram trinta e um dias. Vários deles com o coração na boca. Dedo no cu e gritaria não descreve mais a ansiedade que me acompanha. Mas dá pra chamar assim se preferir.
Essa metralhadora de acontecimentos me fez lembrar de coisas importantes. Por isso, resolvi compartilhar com vocês:
- Sorria para você mesma.
- Acredite em você.
- Seja a sua luz.
- Não espere pela mudança do outro.
- Não desista só porque não foi agora.
- Se você não acredita, por que alguém acreditaria?
- Faça com o coração.
Quando agosto começa, a sua vida pode mudar para sempre.
