Letter of intent — Mariana Iamaguti

À
Johnson & Johnson

Me chamo Mariana Shizue Iamaguti e sou formada na área de design gráfico há pouco menos de um ano. Penso muito em qual seria o meu “propósito de vida”, ainda não sei se encontrei essa resposta aos 26 anos de idade, já procurei na minha profissão, nos meus valores, família e hobbies. Acredito que mais importante do que achar o propósito em si, é carregar os aprendizados que fazemos durante essa busca pois é durante esse processo que nos descobrimos e nos aprimoramos.

Vim de uma cidade pequena do interior de São Paulo, aos 18 anos realizei meu sonho que era viajar para bem longe por bastante tempo. Fui morar em Montréal por 9 meses onde estudei francês e fiz pequenas viagens pela região. Lá descobri um novo hobbie: viajar sozinha e conhecer pessoas novas, uma grande novidade para mim que sou conhecida por ser naturalmente mais tímida e algo que norteou boa parte das minhas decisões dali para frente. Ao voltar para o Brasil, me mudei para Bauru para fazer faculdade onde morei por 6 anos dentre os quais fui estudar em Nova Iorque por um ano e em Portugal por 3 meses. Durante a graduação, morei com pessoas diferentes a cada semestre, mudei de casa várias vezes, entrei em projetos universitários, competições, congressos e palestras, viajei trabalhando de forma remota e morando em hostels, foi um período de muito aprendizado sobre mim, como interagir com pessoas de culturas diferentes, como fazer amigos em menos de dois dias e logo ter que me despedir constantemente e principalmente sobre definir as minhas próprias prioridades.

Nessa fase que tive duas das experiências que mais me orgulho: O projeto de extensão Inky Design e minha iniciação científica.
Fui aluna bolsista do projeto de extensão Inky Design por pouco mais de 2 anos, lá fiz meus melhores amigos e desenvolvi projetos de identidade visual e pesquisa, um dos que mais gosto é o projeto de inclusão e diversidade na Unesp, que envolvia professores, funcionários e alunos desenvolvendo conteúdo de texto e ilustrações para o site e uma cartilha impressa. Ajudei a elencar os temas a serem abordados (machismo, transfobia, homofobia, racismo, capacitismo etc) selecionei ilustradores cujo estilo conversavam com o tema, trabalhei com a edição de texto e diagramei o site e o impresso. Dentro do Inky, também desenvolvi oficinas e workshops para ensinar técnicas e softwares para outros alunos, foi muito gratificante poder devolver para o curso aprendizados que tive durante a graduação e ver essa troca de experiências entre os alunos.

Outro projeto que me orgulho foi a minha pesquisa acadêmica (IC, ou iniciação científica) na área de design inclusivo e design universal com projetos voltados à acessibilidade dentro do design visual. Acabei me apaixonando por esse tema e segui estudando sobre isso depois da pesquisa terminar, fiz parte da IC em Portugal, onde entrevistei pesquisadores referência na área e usuários cegos, daltônicos ou com outros problemas visuais. Para poder viajar, tive que atrasar em pouco mais de um ano a minha graduação. Esse atraso no entanto foi um dos maiores presentes que poderia receber, pois graças à esse tempo a mais na universidade eu pude conhecer outras áreas da minha profissão, me especializei mais em UX (experiência do usuário) e design thinking e tive tempo para fazer de meu TCC com minha melhor amiga. Um projeto não só de conclusão de curso, mas também algo de um interesse pessoal, que nos divertimos mesclando temas e técnicas que temos como hobbie. Foi um projeto digital usando técnicas analógicas com tinta que tinha como tema a criação de um serviço de viagens espaciais, com site, impressos, marca, fluxos e no fim criamos até carimbos e passaportes fictícios. Da parte teórica, foi um pretexto para estudarmos melhor design de serviços, design thinking e UX. Além disso, produzi artigos acadêmicos sobre design universal os quais publiquei em congressos e revistas nacionais e internacionais.

A mudança de Bauru para São Paulo em fevereiro desse ano foi a que mais me marcou, foi bastante difícil principalmente porque minimizei o impacto que teria, acreditando que seria somente uma mudança geográfica. Meu último mês em Bauru foi marcado pela morte de uma das minhas melhores amigas, de início eu não pretendia vir para São Paulo, mas com a morte dela senti a necessidade de uma mudança de ares. Errei em não deixar o tempo fazer o trabalho dele, tive que ficar muito mal sem nem saber o motivo antes de ficar bem. Mas nesse processo eu aprendi a respeitar mais o processo e a mim mesma. Mesmo ainda com saudade, amadureci nesse período, me sinto mais resiliente e aprendi a lidar com perdas de uma nova maneira.

Me interessei pelo programa de Trainee J&J porque acredito na importância da inovação, da melhoria de experiências e da descoberta de novas possibilidades em uma marca que está presente no dia-a-dia das pessoas na forma de “cuidado” e “qualidade”, são produtos que as pessoas confiam para usar em bebês pequenininhos, em ferimentos e também no cuidado da pele durante a adolescência com produtos anti-acne e na meia-idade em produtos anti-rugas além dos produtos de uso cirúrgico e médico. A forma de pensar nos projetos centrados no usuário com as necessidades do cliente em primeiro lugar são o que fazem a J&J ser a marca reconhecida da maneira que é. Como uma profissional com foco nas necessidades das pessoas, acredito que seja uma empresa onde eu possa aprender e me desenvolver mas também contribuir e trocar experiências. Busco uma carreira onde eu possa aprender para mais tarde ensinar e ajudar os mais novos.