Um método de curadoria e gestão de conhecimento.

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Photo by Christin Hume on Unsplash

Em minha investigação sobre como ser uma pensadora melhor, um tema que apareceu algumas vezes foi a a importância de gerir o próprio conhecimento. De ter um sistema para curar, armazenar, processar e compartilhar aquilo que a gente aprende.

In an economy driven by creativity and innovation, not having a personal knowledge management (PKM) system means you’re not fully leveraging what you learn. You’re not collecting your ideas and making serendipitous connections between them. (Tiago Forte)

Até pouco tempo atrás, conhecia apenas uma metodologia para isso. Era a Seek > Sense > Share do consultor de aprendizagem Harold Jarche. Apesar de gostar muito desse modelo, por algum motivo nunca consegui colocá-lo em prática. …


Um pouco do que aprendi nos últimos três meses sobre como ser uma pensadora melhor.

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Nos últimos 3 meses participei do GINE Yourself, um percurso de aprendizagem autodirigida com mais sete pessoas. A cada semana, definíamos nossas ações de aprendizagem (que podiam ser conteúdos, experiências, pessoas ou redes) e, na semana seguinte, nos encontrávamos para compartilhar aprendizados, desafios e percepções. O texto a seguir é uma síntese, um fragmento muito pequenininho de tudo que aprendi com eles.

Pergunta Norteadora

Começamos nossa investigação definindo uma pergunta norteadora. Em um percurso de aprendizagem autodirigida, a pergunta é um ingrediente muito importante. …


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Resumo desse texto do Jordan Greenhall, explicando seu conceito de soberania.

O que é soberania?

Soberania é a capacidade de se responsabilizar, de estar presente/centrado e responder ao que acontece de forma consciente ao invés de estar sempre reagindo. Ser soberano é ser um agente consciente no mundo.

O que isso significa na prática?

A soberania envolve três capacidades principais:

  1. Capacidade de perceber e se relacionar com o mundo
    Capacidade de entender o que é real. De realmente escutar e sentir. De sintonizar com o que está diante de você sem se fechar (devido a julgamentos e modelos mentais) ou ficar sobrecarregado com a quantidade de informação. …


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1. Seja criterioso com o que você lê.
Boa parte do conteúdo que existe por aí equivale a junk food literário.

2. Seja rápido para começar a ler um livro e mais rápido ainda para deixá-lo.
Não leia por obrigação.

3. Antes de começar a ler, entenda seu objetivo com o material.
Para cada objetivo e tipo de conteúdo existe um tipo de leitura.

4. Ler ativamente > ler passivamente.
Sempre que possível, interaja com o conteúdo.

5. Conecte novos conhecimentos com conhecimentos antigos ou questões do dia-a-dia.
Deixar novas descobertas “boiando” na sua cabeça aumenta a probabilidade de esquecê-las.

6. Registre aprendizados e conclusões em algum lugar especial.


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Recentemente, aprendi que existem diferentes tipos de leitura e que, antes de mergulhar em um livro ou texto, precisamos definir qual o nosso objetivo com o material para ler de forma mais estratégica. Ler por prazer é diferente de ler para extrair informações ou ainda de ler buscando o entendimento profundo sobre um tema. Cada objetivo desses pede um determinado tipo ou nível de leitura, que são:

Elementar
Capacidade de ler e decodificar um conteúdo escrito. É aquela leitura que aprendemos na escola quando somos alfabetizados.

Inspecional
Leitura “por alto” (o que em inglês chamamos de skimming). Esse tipo é importante para darmos uma geral no texto e avaliar se ele vale o esforço de aprofundamento. Em livros físicos, uma forma de fazer isso é lendo prefácio, sumário, índice e contra-capa. Para livros online, uma dica é entrar no site da Amazon e solicitar uma amostra grátis. Essa leitura já deve te dar uma boa ideia sobre a principal tese do livro e se ele vale a pena ou não (se sentir que não, pare por aí). …


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Fui introduzida ao conceito de prática reflexiva durante o RODA, um percurso de aprendizagem do qual participei no ano passado. Ao longo do ano, ela me ajudou muito. Ao escrever, sentia que estava tirando um peso das minhas costas e muitas vezes conseguindo colocar em palavras sentimentos intraduzíveis. Ao ler minhas anotações, ia tomando consciência de mim mesma e, consequentemente, da minha própria atuação enquanto facilitadora e consultora.

O que é?

É o hábito de refletir sobre a nossa atuação no mundo — o que fazemos, como nos relacionamos, a forma como reagimos a situações — e, nesse processo, tomar mais consciência de nós mesmos.

About

Mariana Jatahy

pesquisa + curadoria @novi.cc

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