Entre mim e você,

É sobre um gostar novo e tranquilo. É sobre a juventude dos sentimentos maduros. É o saborear do fruto avermelhado com um novo e doce toque entre boca e néctar. Posso dizer que sempre esperei um quê de calma e de sentido, uma paisagem bucólica pros dias que sorriem e uma batida pra acompanhar os dias frenéticos e cheios de energia. Você não foi nada disso. Você foi o barroco no bucolismo, o entendimento do alfabeto e o funcionalismo do aprendizado, foi o sacudir do despertar de um amanhecer tímido e nervoso, cheio de nuvens abertas e sinceridade. Foi o correr entre o certo e não saber, entre o que acreditei e as surpresas. Foi calma e tempestade no turbilhão, foi abraço e castigo na temperança. Foi a novidade despercebida. Porque entre esses dois universos cabem a sintonia arteira de um andar ébrio e a somatória de Neruda e Chazelle, com olhar vívido de um espetáculo que as cortinas se abrem para aplaudir os passos do agora.
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