Como criar conteúdo e ser relevante no ambiente digital — um papinho com Flávia Gamonar.

Pra ter dicas tops, só falando com quem é TOP mesmo. Por isso, conversei com uma pessoa sensacional que foi classificada como Top Voice do Linkedin ;) (Badunts)

As vezes a gente não sabe nem onde procurar ajuda, né nom?

Eu não sei vocês, mas nos meus primeiros anos na universidade eu ficava muito nervosa quando via a quantidade de sites/blogs/plataformas de conteúdo disponíveis no ambiente digital, assim, nervosa mesmo. E por quê isso? Eu ficava muito confusa e sem ideias de como trabalhar com todas essas plataformas sem ser repetitiva e ao mesmo tempo criar conteúdo relevante e ser presente nesse ambiente, tudo para criar uma marca pessoal no meio digital. Pois é, nos meus anos de bebê caloura eu já não fazia muita ideia do que fazer e como fazer, e de repente me vi divagando sobre ONDE fazer.

E o que fazemos quando não sabemos o que fazer ou temos dúvidas? Isso mesmo, a gente fala com quem MANJA 😎

E foi pensando nisso que fiz algumas perguntas para a Top Voice do Linkedin, Flávia Gamonar, pra tentar esclarecer algumas dúvidas comuns que estão presentes não apenas na minha vida, como na de muitas pessoas por aí que também podem estar precisando de respostas quando o assunto é ambiente digital, conteúdo relevante e construção de imagem nas redes sociais.


Mariana: Qual é a sua opinião quanto a Cultura Digital que vemos hoje?

Flávia: O avanço das tecnologias, as transformações do mundo e as novas gerações estão levando a uma sociedade bastante conectada e digital. Descobrimos que temos voz, que juntos somos e podemos mais. O poder mudou, novos milionários surgiram ao criarem negócios como o Facebook ou o Buscapé, marcas se tornaram mais valiosas vendendo produtos a centavos, como é o caso do Google com seus anúncios, novas audiências surgiram se dirigindo ao Youtube e deixando a TV de lado. O comportamento de compra também mudou, a internet já não é mais coisa de jovens apenas. O consumo de mídia, antes limitado ao Jornal Nacional, agora acontece 24h por dia em diversas fontes, tornando rapidamente as notícias velhas. Passamos também a confiar em desconhecidos que nos recomendaram produtos na internet e cobramos das marcas uma postura mais real e humana. Ou seja, estamos em uma época de mudanças rápidas e é preciso estar atento e atualizado para acompanhar o que acontece ao nosso redor sem ficar para trás.

Mariana: Você acredita que os jovens estão conseguindo construir uma boa imagem profissional através de plataformas como o Linkedin?

Flávia: Eu penso que este ano o Linkedin foi mais do que nunca percebido como uma plataforma para construção de imagem, indo muito além de um mero currículo. Não é preciso estar lá apenas para procurar emprego, mas para se atualizar e compartilhar, para criar e nutrir um bom networking. As pessoas estão descobrindo como fazer isso na medida certa, mas há muito a ser explorado ainda.

Mariana: Hoje nós temos acesso a diversas plataformas que nos permite compartilhar conteúdo próprio como o Linkedin, Medium, wordpress, wix, etc. Qual seria a melhor maneira de gerenciar essas contas e que tipo de conteúdo você recomenda para cada uma?

Flávia: Antes de tudo é preciso pensar no seu objetivo, no público e na dinâmica de cada plataforma. Em comum Linkedin, Medium e Wordpress tem editores de textos. Qualquer pessoa ou empresa pode criar e publicar conteúdo. Um bom caminho é buscar criar algo relevante para o público que se deseja alcançar, isso pode ajudar a educar o mercado e tornar a marca mais confiável, mais referência naquele assunto. Pode ainda funcionar como uma vitrine profissional se estamos falando de uma pessoa utilizando, assim como um designer tem um portfolio por conta de seus trabalhos, o conteúdo do tipo texto ou mesmo vídeo pode ser a vitrine de outros profissionais. A melhor maneira de gerenciar é buscando entender qual delas é mais interessante para a estratégia, se haverá como mantê-la sempre atualizada para não frustrar o leitor (até porque conteúdo leva tempo para funcionar) e também criar um calendário editorial para não se perder.

M: Na sua visão, qual é a tendência para a produção de conteúdo no mercado atual?

FG: Estamos saturados de conteúdo, então não basta mais apenas produzir. É preciso criar algo diferente, realmente inédito. Ser humano e real é um caminho que tem funcionado, porque no dia a dia as pessoas tem problemas e dores e vão se identificar com esse tipo de texto. O conteúdo longo, acima de mil palavras, tem performado muito bem quando conta uma boa história. Há um estudo do Medium que fala que o melhor tamanho de leitura são 7 minutos, ou seja, longo.

M: Quais são os maiores diferenciais das pessoas que fazem sucesso produzindo conteúdo próprio nas plataformas digitais?

FG: São aquelas que tem uma frequência de escrita e que buscam ser autênticas, sem forçar a barra. As pessoas percebem quem quer apenas números ou que forçam a barra na hora de escrever, criando textos cheios de gatilhos e armadilhas.

M: Como você enxerga o futuro do conteúdo nas mídias?

FG: O vídeo tem crescido bastante, aposto que é um tendência cada vez mais forte, Vejo também que as marcas agora enxergam uma relação diferente com influenciadores, eles passam a criar conteúdo ainda mais personalizado para elas e vão além das presenças vips e publiposts.

M: Após produzir um conteúdo específico e publicá-lo em uma plataforma, qual é a melhor maneira de distribuí-lo para que mais pessoas tenham acesso?

FG: Compartilhar em outras mídias sociais e em grupos, mas ser paciente, não se tem resultado com conteúdo do dia para a noite.

M: Falando especificamente de Linkedin, que tipo de conteúdo você recomenda publicar em um perfil profissional para construir uma marca e atrair a atenção das pessoas?

FG: Pensar que temas tem conexão com sua imagem e com o público que gostaria que lesse seu artigo. Mas pensar sempre que seu conteúdo pode mudar a vida de alguém, isso é ser relevante. O resultado da atração da atenção e geração de negócios é consequência. Permitir-se também escrever sobre temas do cotidiano que não necessariamente são estratégicos, mas que compõem quem você é e no que acredita como pessoa, isso humaniza e aproxima.

M: Quais são os maiores erros que as pessoas cometem em plataformas como o Linkedin?

FG: Ânsia por números, forçar a barra, não ser cuidadoso na forma como colocar as palavras, dar uma de espertinho marcando pessoas em posts que nada tem a ver com elas apenas para conseguir mais audiência, entre outras.

M: Quais dicas você dá para quem quer começar a construir uma marca/imagem no ambiente digital?

FG: Pensar-se como uma marca que é perpétua e que precisa ter uma boa imagem. Como profissionais podemos ter produtos que se modificam com o tempo, mas a marca deve ser algo que prossegue, que as pessoas olhem para você e pensem coisas positivas, relacionadas ao que você quer atrair. Começar a produzir conteúdo relevante sobre sua área de expertise é um bom caminho. Além disso, fortalecer o networking, ser colaborativo interagindo e também compartilhando momentos profissionais importantes, como participação em eventos e até mesmo o livro que está lendo e como pode ajudar mais pessoas, tudo isso ajudará a mostrar e relembrar o mercado sobre quem você é e com o que atua.


Eu espero que essa conversinha rápida te ajude a ter uma visão mais clara do que pretende fazer nesse mundo digital para construir a sua marca pessoal e uma imagem legal nas redes sociais! Eu aprendi bastante com a Flávia e recomendo seguir ela em todas as mídias possíveis e ficar atento aos insights dela, isso vai te ajudar a se organizar melhor e criar conteúdos legais que sejam de interesse das pessoas e, claro, encontrar novas oportunidades nesse mercado de trabalho!

Se você tiver alguma dica legal ou quiser compartilhar seu ponto de vista sobre o assunto, sinta-se a vontade ❤