Quando tudo começou — minha paixão pelo mundo asiático (exceto pela comida crua ou ensopada rs)

Bem, desde que me dou por gente rs, eu gosto de Sailor Moon e Cavaleiros do Zodíaco. Eu sei que lá pelos meus 6 anos eu tinha a Barbie da Sailor Moon, o cetro lunar, o cavaleiro de Sagitário e a fantasia do Hyoga. Eu acho até que brincava mais com o boneco de Cavaleiros por causa do tira e põe de peças que era bem divertido e também porque o meu irmão era muito fanático por CDZ e Power Rangers (vale acrescentar que o melhor brinquedo da nossa infância foi o tigrezord dele. Que brinquedo top, gente! Imagina o boneco se transformar igualzinho na TV! Ele também tinha o megazord, mas eu achava o tigre mais legal. Mas vamos voltar à história de fato…).

Enfim, antes da invasão de animes na TV Manchete, acho que eu não tinha nenhum contato com a cultura asiática. Os anos foram passando e a TV Manchete foi pro ralo, mas para a nossa sorte, meus pais resolveram colocar TV a cabo em casa! Nessa época, eu já tinha uns 9, 10 anos, aí veio Pokémon para deixar todo mundo louco por um colecionável, pela Pokémon club ou pelo famigerado Gameboy Color. Eu lembro que a gente gostava tanto, mas tanto de Pokémon que meu avô resolveu levar todos os chaveirinhos que encontrou de um camelô próximo ao trabalho. Mesmo que nem todos os chaveiros fossem fiéis, nós adoramos conseguir uns 10 colecionáveis “fakes” (tiramos a parte que se usa para pendurar chave e fingimos que eram originais). Criança fica feliz com qualquer coisa mesmo, não é não? Depois do Pokémon, veio Digimon, Sakura Card Captors, Samurai X e muitos outros que marcaram nossas infâncias.

Alguns anos depois, quando eu já tinha uns 11, 12 anos, minha xará me mostrou um mangá que comprava chamado Fushigi Yuugi. Nossa, eu fiquei apaixonada por aquela história! A menina está no Japão e é transportada para a China antiga ao abrir um livro, virando uma das sacerdotisas dos 4 países. Como a vida não é feita só de refresco, apesar de estar rodeada de bonitões interessados nela, ela sofre fisicamente e psicologicamente bastante durante à jornada a qual foi destinada. Não vou falar muito mais pois o objetivo desse texto não é dar spoiler! Mas leiam esse mangá, pois ele é maravilhoso! Amo!

Pronto, foi conhecer o mundo dos mangás para não parar mais. Algum tempo depois, a mesma amiga (tá vendo quem é a trendsetter da parada, né? Valeu, Mariii!) me indicou um drama. Gente, mas os asiáticos fazem novela também? Siiim! O primeiro que eu vi foi o Hana Yori Dango japonês. Óbvio e clássico como indicação para começar. Foi mais um amor à primeira vista!

Anos se passaram e eu sempre comprando mangás e assistindo animes e dramas na medida do possível (da viabilidade de internet rs). Conforme fui amadurecendo, fui perdendo um pouco do interesse por animações no geral e passei a me focar em mangás e dramas. Como o acesso a mangás era mais fácil (comprava e ainda compro até hoje na banca), dedicava um certo tempo para encontrar alguns dramas na internet. No início, eu assistia apenas doramas, os dramas japoneses, mas um belo dia, eu descobri um site chamado Drama Fever. Na época, nem tinha legenda em português ainda, aí eu comecei a ver algumas coisas com aqueles comerciais intermináveis.

O tempo foi passando e o Drama Fever veio para o Brasil. Nossa, que felicidade encontrar um monte de dramas com legendas em português de forma fácil, aí eu pensei que valeria a pena assinar. Assinei por um tempo, dei uma pausa e depois voltei firme e forte. Hoje mantenho a assinatura e continuo sempre no vício. Digo que é um vício porque por mais que eu já saiba o final, por mais que algumas histórias sejam parecidas, eu não me canso de ver a atuação hipermegafofa dos asiáticos e de conhecer a cada dia um pouco mais da sua cultura. Eu valorizo muito o fato de eles serem muito educados (pelo menos japoneses e coreanos no geral são, chineses eu já tenho minhas dúvidas por conta de uma experiência no passado XD), de valorizarem a família e o trabalho. Tudo bem, às vezes acho que são meio excessivos na cobrança em cima do indivíduo tanto que tem muita gente que se suicida, mas eu acho que o nosso povo brasileiro tem muito a aprender com esse modo de vida assim como eles podem aprender com a gente.

Enfim, minhas únicas tristezas são eu nunca ter viajado para esses países que já considero pacas e o fato de que o Drama Fever quase não traz drama japonês. Antes era muito drama coreano apenas, mas agora estão investindo nos chineses também. Eu acho isso muito bacana, pois vamos conhecendo mais de outra cultura, afinal os asiáticos não são todos iguais não apesar de pela aparência às vezes ficarmos bastante em dúvida!!!

Obs.: o ápice do meu amor pela cultura asiática foi fazer durante alguns meses aula de hangul, o alfabeto coreano. Apesar de ter optado por não continuar por várias questões entre elas investimento de tempo e dinheiro, acredito que foi uma vivência bacana. Quem sabe no futuro eu volte a fazer?