sleep in.

É sempre uma aventura dormir com alguém — ainda mais pela primeira vez. Não importa muito as nuances da relação, nem mesmo o que levou a isso. Fechar os olhos é um ato de entrega. Por algumas horas, se estabelece uma cumplicidade das mais genuínas. Você se permite. A noite desliza e você perde o controle de para onde sua mente e o seu corpo vão. Fluído.

Dormir cria uma intimidade natural, que pode até durar só o tempo suficiente de uma boa noite de sono. Os pés se encostam e está tudo bem. O paralelo dos braços. O toque do corpo aparenta mais cru quando nas roupas de cama.

Dormir junto também é ficar acordado. Os dois. Ou um só. É acordar antes e observar o lento despertar do outro, contra a luz da janela do quarto que insiste em invadir o espaço.

Dormir junto é silhueta.