Quem com ferro é ferido, com carinho é curado

Abri meus olhos e ainda estava escuro. Eles estavam inchados de tanto chorar. Minha cabeça doía como se tivesse bebido sozinha uma garrafa de whisky. Cowboy.

Sabe quando pegam um faca e rasgam o seu peito de um ponta a outra? É, efetivamente eu também não sei. Mas imagino que a dor que eu sentia era parecida.

Eu lutei e relutei pra me manter neutra sobre aquele homem. Mas eu sou humana, carambas. Uma hora é lógico que meu coração, por mais gelado que estivesse no início, se renderia a todo aquele charme.

Ele chegou, bateu a porta de minha alma e pediu um lugarzinho lá dentro. Pena que não tinha a menor pretensão de esquentar lugar.

Juro que ao longo desses meus 29 anos muito bem vividos, nunca entendi porque pessoas fazem isso.

Será que em pleno século XXI, elas ainda vão objetificar as outras para tê-las e depois as descartar como um chopinho de papel?

Até quando os Iphone’s terão mais valor que os “i Love you’s”?

Mas o tempo é o senhor do meu destino. E toda vez que eu reclamo do que ele me tira com uma mão, ele me dá algo melhor com a outra. E foi assim contigo.

Sabe quando a gente pede “livrai-nos do mal”? Então. Depois que você se foi eu só pude dizer “amém”.

Pois hoje compreendo que com ferro é ferido, com carinho é curado; com atenção é amado; e com verdade é resgatado.

Porque a gente não precisa viver no cinza pra sempre. Com tantas pessoas para nos colorir, viver uma vida monocromática por decepções passadas é o ato mais errôneo.

Então pegue seu pincel. A vida já te deu tinhas de aquarela e um outro papel. Desenhe um arco-íris onde quer que ele comece, jogue na folha a primeira gota de tinha e no mais tudo acontece.

Colorir-me-ei.

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