Critica: La la land um filme para todos aqueles tolos que ousam sonhar.

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Há 15 anos assistir pela primeira vez um pequeno filme francês chamado “O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain” de Jean-Pierre Jeunet o filme conta as pequenas aventuras bondosas e de autoconhecimento de uma garota sonhadora chamada Amèlie Poulain. O filme ser tornou marcante para mim devido a simplicidade de seu roteiro carregado de um otimismo sonhador que em nossa sociedade pós modema carregada de um pragmatismo cruel é tão rejeitado.

Quando assistir La la land pela primeira vez imediatamente fui jogada a sentir um sentimento de cumplicidade com seu roteiro, essa foi a mesma sessão que tive quando assistir Amèlie Poulain pela primeira vez. Exite algo familiar nesse filme que nós lembra que todos nós em alguns momentos tivemos um sonho alguns foram atras, mais deram com a cara na porta, outros conquistaram seus objetivos, e muitos escolheram um caminho menos tortuosos mais muitos de nós fomos sonhadores ou somos sonhadores de alguma forma.

Primeiramente o filme é um musical sua primeira cena já demarca e homenageia uma herança respeitável que hollywood não vem revindicado muito,ele é cheio de referencias aos musicais da era de ouro de hollywood isso ajudou a cria uma nostalgia e fazer a cidade de Los Angeles um personagem do filme.

O longa-metragem narra a história de Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), uma atriz no início de sua carreira e um pianista que deseja abrir sua própria casa de jazz em Los Angeles, para salvar o gênero musical de uma cidade que idolatra tudo, mas não valoriza nada. Eles acabam se apaixonando e nós o publico, acompanhamos seu relacionamento através das mudanças de estação do ano.

A escolha peculiar de fazer esse filme um musical foi a cereja do bolo que o diretor Damien Chazelle fez questão de nos presentear. Acho incrível como musicais são um gênero incompreendido atualmente, na sala que estava uma menina desavisada ao lado reclamou para amiga que não sabia que era um musical e ela odiava musicais. Acredito que ela saiu do filme revendo sua posição de ódio, não exite nada mais magico do que ser pega de jeito por um grande musical e sair da sala de cinema ou teatro cantarolado as musicais.

Quando assistir “Os Guarda-Chuvas do Amor”de Jacques Demy chorei tanto com aquele final agridoce quanto me sentir nas nuvens com Catherine Deneuve cantado seu amor ausente. Falado em Os Guarda-Chuvas do Amor, achei muitas semelhanças no La la land com Os Guarda-Chuvas do Amor pode não ter sindo intencional mais os finais agridoce dos filmes se assemelha.

Com uma temática tão romântica como esta, a fotografia apresenta-se alegre, usando uma paleta baseada em cores vibrantes e uma forte iluminação que até nos faz pensa que estamos vendo uma peça teatral. A direção de arte dá leveza ao filme, com cenários coloridos e mistura de tom escuros e claros para carrega a ideia de mudanças de estações. O figurino e igualmente simples e belo.

Na parte de atuação Emma Stone me agradou com seu esforço de transmitir as esperanças e frustração de sua Mia, mais não achei que Ryan Gosling estava em seu melhor papel sua atuação é mediana não atrapalha nem chama atenção. A química entre os atores é muito boa, já tinha visto eles em outros filmes de comedias é gostei do resultado.

Só o tempo dirá ser La La Land será um clássico do cinema, pelo trabalho apresentado podemos justifica suas 14 indicações ao Oscar desse ano. Mais mesmo ser o filme não tivesse ganhador nenhum premiou ele já seria um filme marcante, em tempos que os sonhadores são vistos como uma ameaça essa declaração de amor de Damien Chazelle aos musicais ser faz muito necessária é um filme para todos aqueles tolos que ousam sonhar.

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