The Rocky Horror Picture Show: A Experiência 5.0

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Exite um lugar cativo no meu coração para o musical “The Rocky Horror Picture Show”, ser olhamos bem o filme de 1975, percebemos que a historia não tem o menor sentido, imagina um filme sobre um Transexual Extraterrestre do planeta Transsexual da Galáxia Transylvania, que criar uma criatura linda de morrer para pode usufruir sexualmente de seu corpo musculoso e bronzeado, e na noite de criação de sua criatura, um casal tipicamente moralista americano ser perdem e vai para em seu castelo. Viu não faz sentido, poderia ser um dos piores filmes do mundo ser não fosse um musical com canções empolgantes e caraterizações peculiares e atuações inspiradas. .

Para assistir esse filme todo espectador deve abandonar a coerência, a proposta do filme é desconstrução dos paradigmas de qualidade cinematográficos, é metalinguístico, horror kitsch é trash com orgulho. Baseado no bem-sucedido musical britânico The Rocky Horror Show, de Richard O’Brien, que fez um grande sucesso no começo da década de 1070 em Londres e tinha como objetivo fazer uma homenagem bem humorada aos filmes B de ficção científica e de terror do final da década de 1940 até o início da década de 1970, como curiosidade para que não percebeu o Richard O’Brien é o Riff Raff da adaptação cinematográfica.

Já no começo do filme, é mostrada alma de homenagem do filme, na canção de abertura chamada “Science Fiction/Double Feature”, podemos enxergar claramente referencias há uma era de produções de ficção científica e de terror cinematográficas na letra da musica são citados os filmes: Drácula (1931), Frankenstein (1931), O Homem Invisível (1933), King Kong (1933), Flash Gordon no Planeta Mongo (1936), O Dia em Que a Terra Parou (1951), Planeta Proibido (1956)

The Rocky Horror Picture Show é considerado o filme mais bem sucedido em termos de longevidade de exibição até hoje, em muitos lugares assistir esse filme é feito através de experiências interativas. Nesse final de outubro, no Cine Odeon — Centro Cultural Severiano Ribeiro tiver oportunidade ser participar de uma dessas experiências interativas.

Promovida pelo Frankie Monstro e Cineclube LGBT em parceria com Cine Odeon, pelo segundo ano consecutivo no final de outubro ocorrer no Rio de Janeiro um Shadow Cast, responsável por reproduzir o filme ao vivo na frente da telona, como num teatro onde atores caraterizados reproduzem a cena do filme, e o publico interagem através de alguns elementos do filme. Shadow Cast do The Rocky Horror Picture Show se tornaram tradicionais nos Estados Unidos e no mundo todo, principalmente na época do Halloween.

Já vir referencias desse Shadow Cast em vários filmes e seriados americanos sempre fiquei com louca para participa, e pela primeira vez tiver oportunidade de participa, para mim foi uma experiencia super divertida, até chamei alguns amigos para ir comigo, mais ninguém topo, nem liguei para ir sozinha num show, a experiencia foi tão completa que nem tiver a necessidade de companhia. Pela primeira vez fiz uma doação um pouco mais alta no Catarse, tenho gostado de contribuir em projetos como esse, acredito que seja algo que normalmente não tem apoio e com ajuda de pessoas comuns como eu o projeto pode sair do papel, e ano que vem ser a produção precisa, certamente faço uma outra doação.

The Rocky Horror Picture Show além de ser um musical empolgante, faz um debate simbólico sobre gênero que vale por um bilhão de palestras chatas de professores de antropologia de gênero. O travesti-cientista Dr. Frank-N-Furter (Tim Curry, antes de ser imortalizado como palhaço Pennywise, no filme de terror “It, a coisa”) é uma daquelas personagem emblemáticas que só o cinema e teatro é capaz de produzir, desafiando todas as convenções sociais o sexo nesse musical é tratado de forma clara e direta sem medo de rótulos e reprovações, o casamento como convenção social e ridicularizado.

Imagem/FOX

Em comemoração ao aniversario de 40 anos do filme que marcou uma geração, a FOX promoveu uma refilmagem chamada “The Rocky Horror Picture Show: Let’s Do The Time Warp Again” com Adam Lambert e Laverne Cox como Frank-N-Furter, o filme estreou na TV no dia 20 de outubro de 2016, sem a mesma magia do original, esse filme para TV deveria cumprir um papel de homenagem ao clássico cult de 1975 que se tornou um fenômeno ao longo de seus 40 anos. Mais quero ressalta que não gostei desse telefilme, mais achei muito bacana, escalação da atris transexual Laverne Cox, conhecida pela série Orange is the New Black, no papel que pertenceu a Tim Curry no original, e ela se mostra a melhor escolha dentro do telefilme.

Considerou que a FOX erro feio, erro rude nessa refilmagem moralistas sem brilho, que sufocou o erotismo do musical e conteve o Frank-N-Furter da Laverne Cox em uma caixinha de um bom figurino que parece mais de uma diva decadente do que um cientista louco, nem quero citar os outros atores do elenco porque achei que todos estava desconfortáveis com o papel, a unica coisa boa depois da Cox é a participação especial de Tim Curry como o velho narrador da trama.

E muito difícil, essa tranposição que Hollywood as vezes tenta fazer de pega uma obra marginal e original em algo mercantilizado e mainstream, esse banho de butique deveria ser proibindo, fizera algo parecido com o um dos clássicos filmes B “Museu de Cera ”, do lendário Vincent Price. Transformara um filme de horror B em um terror adolescente chamado “A Casa de Cera” que basicamente era uma mistura de garotos musculosos, moças curvilíneas e na á famosa socialite Paris Hilton, essa refilmagem do diretor espanhol Jaume Collet-Serra e uma perda de tempo tanto como esse “The Rocky Horror Picture Show: Let’s Do The Time Warp Again”

Para terminar, em outubro a Netflix disponibiliza em seu catálogo, o filme de 1975, para quem não assistiu recomendou correr para assistir The Rocky Horror Picture Show, antes que saia do catálogo da Netflix.