Monte Castelo

O quanto alguém pode marcar a vida de outrém? Não dizer, não sei medir… E nisto está uma beleza imensa, que paradoxalmente, por ser imensa, não sei precisar…

É um não querer mais que bem querer

É solitário andar por entre a gente

É um não contentar-se de contente…

Há um mês, eu fiz aquilo que meu coração já gritava havia alguns meses. Há um mês, eu tomei um impulso que vinha do instinto e que eu sabia que daria num salto magnífico rumo a alguém muito especial…

Como pode, não é mesmo? Uma simples pergunta levar a tais situações… A tais consequências… Uma simples ligação fazer algo lindo pulular dentro de nós…

Eu queria poder ter todas as palavras do mundo à ponta de meus dedos para conseguir descrever de forma precisa, ou pelo menos tentar incansavelmente, descrever o que sinto, o que tenho dentro de mim por ele…

É só o amor, é só o amor que conhece o que é verdade,

O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece

O amor é um fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente

É um contentamento descontente

É dor que desatina sem doer…

Queria poder escrever com maestria. Queria poder dizer todos os dias, de formas diferentes, sutis e não tão sutis, como ele é a pessoa que me incendeia a alma e o corpo de formas tão magistrais. Queria conseguir dizer porque ele é meu melhor amigo e meu amor ao mesmo tempo, conseguindo distinguir o amigo do amante, mas também mesclando-os…

Os olhos que observam e contemplam, devorando-me, mas me preservando intacta; olhos cujas pálpebras se movem lentas, suaves, quando dentro de si transborda o amor que existe dentro de si. Olhos famintos e benfazejos.

Os lábios que beijam e mordem, que contêm uma língua que lambe, deseja e acaricia. Lábios que bendizem nosso amor, lábios que soltam farpas, lábios que ignoram e que acariciam.

Ele é tudo isso… e eu gostaria de conseguir dizer tudo que ele é de forma satisfatória, gostaria de gritar ao mundo o amor que contenho dentro de mim, que por vezes exala pelos meus poros e todos podem ver… Mas, ainda assim, não conseguem precisar, quantificar…

Que ele sinta meu amor sempre, de formas variadas, algumas doces, outras nem tanto… A maioria, nem tanto. Mas que ele sinta, porque o que sinto é imensamente gigante. É gigantenorme.

Dedico a ele essas malfeitas linhas… Podem ter sido malfeitas, mas saíram de dentro do meu coração, reino dele. Rei, invicto, magnânimo.

~*~

“Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos

Eu nada seria” — “Monte Castelo”, Legião Urbana.

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