8 coisas que descobri me aventurando pelo mundo do desenvolvimento web.

Se te falaram que alguma coisa na sua vida ia ser fácil, te enganaram. Se te disseram que codar, então, era uma tarefa fácil, te enganaram 2x! Eu nunca me considerei essa pessoa iludida. Na verdade, eu sabia EXATAMENTE o tamanho da encrenca que eu que eu estava me metendo quando eu decidi codar o meu próprio portfólio, mas eu decidi apertar o botão do consentimento e continuei colocando minhas habilidades [coluna, sanidade mental e etc. hahaha] em risco, e te conto agora 8 descobertas desse processo.

1. Por que eu inventei isso tudo?

O Ironhack me permitiu desenvolver projetos incríveis, com pessoas incríveis e, claro, o output principal disso tudo era transformar esses projetos todos, e todo esse storytelling rico em um portfólio. Mas como eu sou campeã em pegar os caminhos mais difíceis, ao invés de escolher uma plataforma convencional, eu resolvi eu mesma botar essa história toda de pé do início ao fim. Não queria ser só a arquiteta. Queria ser a engenheira e a mestre de obras.

Pra mim, esse processo seria a cereja do bolo. Seria como realmente fechar esse ciclo tão importante que foi o Ironhack na minha vida. Além do último projeto do bootcamp, o portfolio seria meu projeto final real oficial comigo mesma. Eu tinha esse compromisso comigo mesma!

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2. Existe um abismo entre o protótipo e o deploy

Como UXer você aprende a planejar, projetar, testar e validar uma ideia. Por último, você faz o handover pra alguém executar esse projeto. Até a etapa do handover, algumas cabeças mais fechadas [ou cabeças mais avoadas mesmo, acontece] devem pensar: bom, daqui pra frente os desenvolvedores que lutem! Mas, e quando você tiver que passar por todas as etapas e o handover é, no caso, pra você mesmo? Comigo foi assim, passei por todas essas etapas, fiz meu arquivo do Zeplin e lá estava eu com um projeto inteirinho esperando tomar vida.

Daí começaram os dilemas de escala de tela, componentes que não tinham sido configurados, micro-interações que não faziam sentido prático, imagens com uma resolução absurda ou sem resolução suficiente. Enfim, uma série de pontos-cegos e que falhamos muito na hora de passar pro desenvolvedor. Esse processo todo iluminou esses pontos-cegos, me fez ser muito mais cuidosa, meticulosa, amadureceu minhas competências/ habilidades em UI, me trouxe humildade e sobriedade na hora de projetar uma ideia. É bem aquele ditado: “e se fosse com você, você gostaria de receber um handover desses? será que tudo isso que eu mapeie é suficiente pra no final se tornar um produto realmente viável na rua?”.

Ter desenvolvido, certamente levou o meu trabalho como UXer pra outros patamares, que pretendo trazer à tona nos meus próximos projetos.

3. Ninguém trabalha sozinho, mas também nem todo mundo vai estar pronto pra te ajudar

Apesar da excelente base que adquiri como UXer [obrigada Ironhack, Emerson Niide, Daniela Castro e Fulvio Irente, vocês são fodas!], apesar de realmente ser uma entusiasta de engenharia de software, eu era completamente leiga no desenvolvimento web. Nesse projeto, eu trabalhei completamente sozinha. No máximo, o que eu fiz foi trocar com 1 ou 2 colegas, nuns momentos muito específicos e pontuais do projeto. E realmente, tudo fica muito mais difícil quando você está sozinho.

E não, as pessoas não vão te ajudar o você precisa, e nem o que você precisa. Ainda mais se for de graça. Elas sempre vão ter 358 coisas pra fazer antes de te ajudar. E o que você faz? Senta e chora? Quase [eu realmente quase fiz isso algumas vezes] . Espera a boa vontade da pessoa? Mas na verdade, depois que você se dá um desafio desses, ou você realmente se vira, ou o seu projeto nunca vai sair do papel. Eu levei quase 2 meses pra concluir o meu projeto. Isso porque, claro, eu me dividia entre os projetos do Ironhack + meu trabalho + problemas pessoais [sim, desenvolver numa pandemia pode ser até 3x mais complicado nesse aspecto]. Mas certamente se eu tivesse dependido muito da ajuda de 3os, eu teria levado MUITO mais tempo.

4. Ame sua capacidade de pesquisar. No final, só ela vai te salvar.

Um dos segredos que nem todo desenvolvedor (ou talvez nenhum) vá te dizer, é que Isso porque a evolução das tecnologias, linguagens e recursos é tão absurda que nenhuma faculdade ou experiência nessa vida é capaz de dar conta de tudo. Em vários projetos, saber a base é importante, mas é comum um desenvolvedor simplesmente não saber como resolver um problema específico. Daí não tem jeito, tem que se jogar nas pesquisas. E daí os atalhos na hora de pesquisar ajudam muito. Eu sempre ouvi dizer que as comunidades de desenvolvimento eram muito ativas. E olha, isso realmente procede. Hoje a internet conta uma infinidade de fóruns como o Stack Overflow, Stand Up Advices from Reddit, GitHub, W3schools Supporters que são super confiáveis e tem uma contribuição GIGANTESCA de assuntos.

5. Se você não tem resiliência, vai ter que desenvolver na marra.

A vontade de chorar na hora que você resolve um problema, mas esse problema acaba gerando outros 15 bugs, é grande. Isso porque, no fundo, quem trabalha com tecnologia tem que ter um prazer quase que inato em resolver problemas complexos e num curto espaço de tempo. Por isso que as vezes, você vai levar 1 semana pra resolver um problema, e isso é normal. Aliás, as vezes, você vai precisar simplesmente esquecer que aquele problema existe, e voltar nele depois. Ou seja, junto à resiliência, vamos para o próximo ponto: a priorização.

6. Aprenda a priorizar ou morra de ansiedade [ou de depressão].

Priorizar é fundamental. Porque quando tudo é prioridade, nada é prioridade. No desenvolvimento você tem alguns pilares pra pensar:

  1. Qual a estrututura do meu ambiente? Será que tudo o que eu projetei é possível ser desenvolvido com a tecnologia XPTO? Se sim, o que vou precisar instalar ou ter pra começar a codar?
  2. Mobile first ou primeiro desenvolvo pra versão Web? Ou será que faço os 2?
  3. Esse site vai ser estático, ou vai contar com muitos recursos/dados? Tenho servidor suficiente pra isso?
  4. Onde vou hospedar meu site, preciso pagar o domínio? O meu repositório é compatível com onde vou hospedar meu site?
  5. O local onde eu escolhi como repositório/hospedagem me permite fazer manutenção do meu site de um jeito fácil?

Isso seriam algumas perguntas importantes que você precisa se fazer antes de começar a codar, pra não ter surpresa depois. Mas ainda assim, imprevistos acontecem, então se você está em alguma etapa, perdendo muito tempo, é fundamental você ter essa clareza e deixar pra resolver depois. Principalmente num projeto em que você faz pra você mesmo, e que não existe a figura de um chefe, empresa por trás, você tende a simplesmente não se preocupar com isso. Mas dê um dealine pro seu projeto, e cumpra esse deadline! E se algo atrapalhar esse deadline, repriorize. Nada deve ser mais importante do que um projeto feito por e para você mesmo!

7. Copiar código, e principalmente copiar código sem entender a lógica pode te levar pro buraco!

Deixe um tempo no seu processo de desenvolvimento só pra ler/ver conteúdo e tomar nota. Bem antes de sentar pra fazer de fato, eu fiquei um bom tempo só estudando, refletindo, conversardo com pessoas à respeito. Sem enteder os conceitos, a sua tendência é copiar código, e copiando código sem entender o contexto e a lógica por detrás daquela tag ou função, vai te enfiar num buraco que depois você nunca mais vai conseguir corrigir um problema [caso dê um bug] e nem fazer manutenção na tua aplicação.

8. Próximos passos?

Primeiro é me recuperar desse processo intenso. Ficar off agora um pouco vai ser importante. Mas depois dessa pausa, agora que os conceitos de HTML e CSS estão mais claros e fixados no meu raciocínio, a ideia é me aprofundar em Javascript e alguns outros frameworks pra conseguir desenvolver outros tipos de aplicações também, why not?

Mas claro, UX e UI Design, vocês continuam sendo meu plano A ❤

Written by

Uma socióloga, outsider do mundo da tecnologia que encontrou no design e na engenharia de software uma maneira prática de entender/melhorar a vida das pessoas.

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