Meu EGO saiu para passear e voltou pulando de uma perna só
Sabrina Bastos
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Sabrina, suas palavras me tocaram demais. Percebo muito isso em mim também, mas tive que voltar mais uma vez pra cá para lidar e encarar de frente esse preconceito. Nesse encontro de mim comigo mesma, eu me percebi tão hipócrita. E parafraseando a música, dói, dói, dói se expor assim. As pressões do lado de cá são, com certeza, totalmente diferentes do outro lado do oceano. Aqui (Brasil) vivemos de status, pressão pra ser alguém, mas esse “ser alguém” aqui tem uma conotação totalmente diferente…ser alguém é ter alguma coisa. Já do outro lado, a pressão é mais psicológica mesmo, a cobrança não vem de fora, vem de dentro, por isso até acho ser mais intensa e até perigosa. Permanecer onde se nasce pode fazer todo mundo viver numa bolha. No Brasil, povo vai achar que viver esse caos é normal. Na Europa, povo vai achar que não existe mais nada além de seu próprio umbigo, “we are the world!”. E a gente? Onde se encaixa nessa? Ter vivido o aqui passando décadas achando que isso era normal e se deparar que não é não, o nosso normal tá é todo errado, faz a gente quase pirar né? Queremos achar culpados, eu pelo menos queria….talvez fosse até mais fácil de seguir em frente. Mas parace que só quando a gente percebe que a evolução é interna e nosso ego é gigante é que podemos avaliar melhor tudo ao redor. As dúvidas continuam aqui mil, caramba viu….mas que bom encontrar pessoas como vocês no meio do caminho para dar um alívio e poder pensar: “Ufaaa, ainda bem que eu não tô sozinha!”. Beijos e saudades de vcs

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