Piscou? Mudou.

Para quem trabalha com mídias digitais, essa é uma realidade constante. Surgem novas plataformas, ferramentas e redes. Mudam algorítimos, permissões, anúncios e recursos. Surgem e mudam o tempo inteiro. É preciso paciência, estudo e vigilância constante para que nenhuma novidade se esconda entre memes, fotos de gatinhos e textões, nem se apague em 24 horas, afinal, às vezes, precisamos de mais de 140 caracteres para entender algumas dessas mudanças.

Essa semana, por exemplo, foram atualizações no Snapchat, Twitter e mudanças no Facebook que se tornaram pauta entre social medias. Quem cuida de alguma página no Facebook precisa estar muito atento(a) para essas questões, pois mudanças como as que aconteceram no Facebook, com certeza, irão causar impacto direto no gerenciamento das marcas realizado nessa rede social.

Quem já criou algum anúncio na plataforma, está cansado(a) de saber como funcionava a tal regra dos 20% de texto. Se você não lembra dela, era assim: as imagens que as empresas utilizavam em anúncios no Facebook não podiam ter mais do que 20% de texto nelas. Só assim eram aceitas pela rede do nosso amigo Mark. Essa medida obrigava os anúncios a serem extremamente visuais.

Eis que, na semana passada, pipocaram nas nossas timelines manchetes e posts que diziam que essa regra havia mudado. Agora, imagens de anúncio com mais de 20% de texto não seriam mais impedidas de serem veiculadas, mas é claro que não virou oba-oba. O Facebook estabeleceu uma maneira de continuar controlando essa recomendação, porém, diminuindo a rigidez.

Então, mesmo que qualquer quantidade de texto seja permitida, esse aspecto influenciará diretamente no sistema que avalia e atribui pontuações para cada anúncio. Quando postadas, as imagens que tiverem mais do que 20% de texto irão receber uma pontuação inferior do que as demais e, consequentemente, irão ter um desempenho pior e alcançar resultados inferiores.

Enquanto isso, pontuações melhores ganham mais visibilidade e alcançam mais pessoas. Na prática, imagens com maior área de texto ficam mais caras, se quiserem alcançar o mesmo número de pessoas que anúncios com pouco ou nenhum texto.

Então, foi surra de manchete impactante nos fazendo pensar que tudo tinha mudado, mas, na prática, a nossa boa e velha ferramenta de verificação de texto na imagem continuará tendo seu valor. Sem esquecer de que o planejamento, a criatividade e os testes, testes e mais testes que fazemos também continuam valendo.


Pra assistir à equipe do Facebook explicando com mais detalhes tudo isso é só conferir o Facebook, tenho uma dúvida. Se quiser ir direto ao ponto, é só assistir a partir do minuto 8 do vídeo ;)