O que tem pra hoje

Quem me conhece já deve saber que estou de volta na praça como freela (design gráfico e ilustração).
E como começa tudo de novo? 
Olha, raramente a gente vai ter uma chance de começar do zero na vida. O jeito é continuar, observe o que aconteceu nos últimos episódios e toca o barco com toda a bagagem que tem dentro.

Uma das primeiras coisas que eu quis fazer pra voltar a esse mundo freelancer foi um cartão de visitas, e dele veio a ideia de começar a escrever aqui. E toda essa introdução foi só para falar disso, hehe.

Então, um cartão. Queria fazer algo que tivesse a ver com o meu trabalho e a minha identidade como artista visual (porque essa é uma coisa que é bem difícil de fugir, já tentei e foi decepção pra todo lado). Aí veio a ideia de fazer tudo manual: independência, assumir os meios de produção, juntar as técnicas tradicionais que eu amo com uma ajudinha digital também rolou. E o melhor: do jeito que eu quero! #win

Anota aí o meu e-mail — #morta

Uma das coisas que me deixam mais constrangida, é conversar com alguém que te oferece um cartão (em geral, super lindo) e não ter um cartão pra oferecer em retribuição.

Aqui na foto tem os cartões que fiz em 2013, num site chamado Joox, que deixava vc personalizar os versos de cada cartão com imagens diferentes. Gostava do acabamento deles, tinha uma laminação fosca aveludada. (Hoje em dia essa empresa faz outras coisas.)

(esquerda) cartões de 2013. (direita) cartões de 2015.

Em 2015, pra não chegar sem cartão e passar vergonha quando fui visitar a Feira Plana, improvisei em casa, com uns papéis que tinha. O formato era 3x4 cm com um autorretrato. Acabou o cartucho de tinta preta e a impressão foi verde mesmo.

Apesar de todo o improviso (e cara de pau), eu gostava bastante daquele cartãozinho 3x4, então decidi fazer uma nova versão deles.


Desenhei 3 autorretratos baseados em fotos (de amigos), depois gravei em carimbos de borracha ❤ Sou meio medrosa pra entalhe, só fiz uma gravação em positivo. >.<

Como eram carimbos, pensei em fazer combinações de cores vivas, e por isso escolhi usar papéis especiais, para ter boa gama de cores e também para ter uma boa gramatura para os cartões. Para entintar, usei tintas para xilogravura, no começo não deu muito certo, porque a tinta tem uma leve transparência, mas fiz uns ajustes nas combinações de cores, e depois descobri que também dava pra usar tinta de carimbo e de artesanato.

Para fazer o verso, lembrei que o Mario Cau sempre elogiava a minha letra de mão, resolvi aproveitar e mandei fazer em um carimbo com os dados do cartão. ❤

A parte mais legal disso é que eu não preciso fazer mil cartões iguais de uma só vez pra compensar o custo da gráfica, e eu sempre posso fazer mais uma tiragem, e todas elas terão uma porção de novos e diferentes cartões de visita.