E de novo

Maria Tereza
Sep 7, 2018 · 2 min read

Ou o que eu refleti enquanto tomava banho.

Olá.

Ah, um aviso importante a todos que não gostam de Deus: esse texto não é sobre Ele especificamente, mas vou citá-lo. Então se você não suporta a ideia de saber que eu tenho uma fé, sugiro que não prossiga a leitura.

Ok, aviso dado. Vamos lá.

Todas as vezes em que eu passei por experiências ruins durante a vida, me culpava muito por ter me enfiado naquelas situações. Afinal, como pode um ser tão sabichão como eu se permitir ser burra o bastante para ter desejos e SOFRER com as consequências, não é mesmo?

Pois bem.

Como boa habitante do planeta Terra, mais uma vez, passei por uma experiência ruim. E como uma boa sabichona-racional (ou capricorniana, caso você acredite em signos–eu não acredito, mas enfim), me culpei novamente por ter sido BURRA.

De novo.

Mas, literalmente, graças a @Deus e ao meu psicólogo, dessa vez estou me permitindo passar por todas as fases do luto. E entendi finalmente que eu não sou 100% culpada pelo que aconteceu, afinal, não tenho 100% do controle de quase nada no mundo (que dirá uma relação entre pessoas).


Ontem, estava me sentindo mal por ter perdido tempo (de novo) com algo que não me acrescentou nada, que não me fez crescer, que só me machucou. Burra. Burra. Burra.

Entrei em pânico e mandei mensagem para o meu psicólogo. Orei. Assisti vídeos engraçados para me distrair.

E, hoje de manhã, cheguei a algumas conclusões enquanto tomava banho.


Uma das coisas mais importantes que eu aprendi é que: a vida é feita de ciclos. Sempre. Em todos os aspectos. E eu acredito que Deus criou isso (obrigada, papai!).

A natureza só é perfeita porque é feita de ciclos. Cada estação depende da anterior para acontecer. Se não tiver inverno, não tem como existir primavera e por aí vai.

Lembra daquele meu texto sobre autoconhecimento? Foi isso que o psicólogo me respondeu. Tudo o que eu passei nos últimos meses faz parte desse ciclo. E, talvez eu não tenha crescido do jeito que achava que queria, mas cresci sim.

Eu sobrevivi.

Eu precisava saber quem era a Maria dentro de um relacionamento. Gostaria muito que não tivesse sido tão doloroso e deixado marcas, mas deixou. O que eu posso fazer agora é usar o que eu aprendi e seguir em frente.

Outra coisa muito boa que aprendi na igreja é que perdoar não é esquecer. Perdoar é lembrar, mas não sentir mais dor.

A gente não precisa ficar levando o peso dos nossos erros e dos outros como se aquilo fosse um fantasma. O que a gente deve fazer é recomeçar depois da batalha, usando tudo que aprendemos nela.

E Deus é especialista em recomeços.

    Maria Tereza

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    Faço terapia e estudo jornalismo na PUC-SP.