isso não é um texto de despedida

nem nunca vai ser.

meus dedos batem no teclado lentamente. eu observo.

já sei que a vida é feita de momentos e, principalmente, de escolhas. sei também que tem vezes que a gente ganha… e tem vezes que a gente perde. ah, fiquei sabendo, também, que a vida é nós mesmos que fizemos.

que curioso.

às vezes eu me olho no espelho e não me reconheço. qual é o meu papel no mundo? missão? prazo?

acho que não existe essa coisa de cumprir algo. sei lá. só um pensamento.

puta. fedida. avoada. sem objetivos. feia.

isso aí é errado. isso aí não pode. onde já se viu, rebento meu fazendo isso? isso aí não é certo.

certo, errado, errado, certo. só agora que claramente estampou na minha frente esse abismo entre o certo e o errado. ou o errado e o errado. certo e o certo.

meu cérebro é um emaranhado de fios, passando por estações certas… e erradas. meu coração tenta acompanhar, mas falha. vazio.

só lembrando que o certo pra mim pode não ser o mesmo certo para eles. e a mesma coisa com o errado.

ah, fiquei sabendo, também, que a vida é nós mesmos que fizemos. só pra lembrar. me lembrar. me fixar.

Maria Victória

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