Acordara cedo. Na cama, uma desconhecida que não inspirava nenhuma lembrança. Foi ao banheiro, lavou seu rosto e limpou com cuidado algumas feridas que surgiram - temia precisar de ajuda, ainda mais ajuda Dele.

Saiu.

O dia acordava preguiçoso, aos poucos as ruas que antes estavam ocupadas por putas, viciados e alguns seres consumidos pela insônia, fora lotada pelo cheiro conflituoso do pão fresco das padarias e o ar sujo.
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Trabalhava como zelador do museu da cidade (de arte contemporânea) que particularmente achava uma merda. Queria mesmo era limpar o chão vendo um pouco de Da Vinci, Michelangelo, quem sabe Van Gogh, mas gostava do trabalho, simples, honesto e o melhor disso, podia torna-se invisível.

Quer coisa mais invisível em um museu do que o zelador?

Sabia que a maioria das pessoas se consideravam boas de mais para estar em seu lugar. Ria delas. Um dia depois do outro, grupos e mais grupos andando apressados com seu barulho e indiferença não sendo capazes de contemplar nem mesmo a moldura da obra.

O que sabem os barulhentos?
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Ele era a moldura.

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