“Algum dia, se Deus quiser, pretendo comparecer inteiro em minha própria presença.” — Bruno Maron

Tomara que ele queira.

Pense e respire uma nova realidade. Feche os olhos. Conte até três. Na primeira vez vão ser alguns segundos — manter o foco nessa realidade parece difícil. Tente de novo, duas, três, dez vezes. Volte todas e conserte os erros. Os diálogos, as roupas. Conserte as pessoas e seus pensamentos. Aprimore suas habilidades e se veja como nunca se viu, sem dores, sem medos.

A prática vai facilitar.

Depois de algumas vezes ainda vão parecer segundos, momentos do dia em que nada acontecia, minutos de tédio, mas vão ser anos. Se nesse meio tempo não pensar nessa nova realidade e ser puxado de volta, lide com todos os encontros não comparecidos, amigos esquecidos, atitudes não tomadas.

Não. Volta.

Melhor adiar o encontro. Deixa os muros onde estão, deixa eles te protegerem dos amadores. Tanto trabalho colocando os curativos para tirar as casquinhas de cada ferida.

Deixa a criança comandando, por hora melhor não intervir.

Até quando.


Quantos são os loucos que só se dizem loucos para fugir?