Um recorte de gênero, raça e classe para a educação do município do Rio

Complexo do Alemão, Rio de Janeiro. Crédito: Sebastián Liste/Noor Images, for The New York Times

Durante a semana, milhares de crianças e jovens desta cidade freqüentam as escolas públicas do município do RJ. Estamos falando da maior rede de ensino da América Latina. Só em termos geográficos, a complexidade dá as caras.

Nosso “Oiapoque ao Chuí Fluminense” revela um RJ de Sepetiba, Paciência, Santa Cruz, indo até o Centro,chegando na Zona Sul.

Queremos pensar a educação desta cidade a partir do olhar das mulheres, mães dos alunos, das alunas, das merendeiras que lá trabalham. Dos adeptos das religiões afro, das vítimas de violência policial, cotidianamente afetadas no seu ir e vir. Do MC da favela, da professora negra, que não espera novembro e faz da sua sala de aula o seu quilombo.

A escola que queremos tem que refletir a nossa geografia, a nossa cor, a nossa arte. Tem que ser espaço de aprendizagem e troca, de convivência entre os diferentes. Tem que garantir profissional da educação bem remunerado e estimulado. Tem que ser democrática. Tem que respeitar os que tem e os que não tem religião.

Tem que ser prazerosa. Pode ter dança, pode ter festa! Não pode ter bala perdida. Nem na escola, nem em lugar nenhum! Aliás, é nas escolas localizadas em favelas que estão os maiores índices de evasão e os maiores registros de problemas relacionados à violência urbana. Queremos escola aberta e criança estudando!

Por isso, reafirmamos nosso compromisso:

  • Com a pauta das mulheres, fortalecendo a luta pela abertura de creches e pré-escolas, bem como o combate ao machismo, homofobia e a transfobia.
  • Com a pauta dos profissionais da educação, reforçando nossa defesa pela escola pública gratuita e de qualidade, para os estudantes e para os que nela trabalham.
  • Com a laicidade da escola, fortalecendo e criando iniciativas que combatam a intolerância religiosa no espaço escolar.
  • Por um projeto de educação integral onde se destine as verbas públicas para a educação pública.
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