CONTINUANDO
A CONVERSA
Nem todos os mistérios são interessantes.
Jogos são brincadeiras com regras. Escolher o que fazer a cada lance de dados requer conhecimento prévio das possibilidades de cada jogada.
Alguns jogos são simples: avance uma casa, retorne duas, fique uma rodada sem jogar e parabéns você chegou; outros precisam de estratégias que consistem em: pensar em seu próximo movimento, no movimento dos outros jogadores e no próximo passo que você dará quando os dados voltarem novamente para as suas mãos.
Um balde de pipoca e uma Coca-Cola (ops, não tomo mais refrigerante) bem gelada no tapete da sala. O tabuleiro ocupa o centro das atenções. Se a tarde não pedir pressa é possível recordar da televisão ligada ao mesmo tempo em que o cachorro — eventualmente — esbarra em todo o jogo que será reconstruído mais rapidamente do que uma cidade oriental após um desastre natural.
Existe um outro tipo de jogo, que é o da sedução. A sedução está mais para uma partida de frescobol do que para um tabuleiro. É preciso que os dois (três, quatros, cinco) estejam atento ao ponto em questão. Se não prestar atenção a bola cai e a brincadeira acaba. Acaba e recomeça sempre que tiverem ao menos dois para jogar. Mudar um pouco as regras, Para este jogo existir é necessárioapenas duas pessoas interessadas, o resto se cria.
Existe também aquele jogo em que você é participante mas nem sabe como e quando entrou. Quase um joão bobo no meio dos chutes da criançada. Complicado porque Porque se você não quer brincar, basta realmente não descer para o “play” ou assim como a montanha de Maomé o Play vai até você?
Bem, fiquei com a pergunta na cabeça. Assunto para o segundo tempo.