Ao desfazer nós

Queria poder botar para fora todo esse emaranhado que existe aqui dentro. Não sei como é possível que ele esteja aqui, muito menos sei como viver com ele, ou tirar isso de mim.

Fico pensando que talvez esse turbilhão de coisas (que talvez um dia eu consiga nomear) seja a confusão que me move, mas não acredito que é possível alguém viver com tamanha agonia dentro de si.

Sim, agonia.

Porque é isso que sinto quando esse emaranhado toma conta da minha mente, e olhe que isso acontece a maioria dos dias, porque é impossível não pensar e pensar e pensar, e acabar afundando nos próprios pensamentos, sentimentos, emaranhados, repuxados, sufocantes.

A vontade é de sumir, mas acabo por dormir, que é mais viável. Uma pena que uma hora é preciso acordar e lidar com tudo isso de novo. E de novo.


“Acredite”, é o que digo sempre para mim mesma. Não importa no que, mas acredite.

Isso talvez faça algum sentido pra mim quando aquele emaranhado está tão apertado, quando já não sei mais o que fazer, e vem alguém para desininhar esses nós que insistem em se formar.

Essas pessoas vão, de pouquinho em pouquinho, aliviando a dor de viver, mostrando que tudo pode ser melhor quando a gente percebe a significância de cada nó desfeito. Quando se passa a acreditar que pode melhorar.

Talvez os nós sempre existam, mas espero que também sempre existam pessoas que possam desembaraçar esses desgraçados.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.