Um olhar para dentro

Como o meu propósito de viver, criar e proporcionar conexões é bem presente na minha vida, um dos meus maiores desafios é de me autorreconhecer.

Autorreconhecimento:
1. Percepção ou concepção da própria imagem.
2. Aceitação da própria identidade, e de sua legitimidade.

Uma consumidora de informações e curiosa nata, eu ingeria muito conteúdo e não me dava a possibilidade de refletir sobre eles. Hoje, embora eu ainda admire muito o conhecimento, são as trocas de experiências que fazem mais sentido para a minha vida.

Por mais que alguns cursos, workshops e treinamentos de autoconhecimento fizessem com que eu me sentisse dentro de um padrão junto com várias outras pessoas, acredito que também foram bem importantes naquela época para que eu pudesse compreender melhor quais eram os meus comportamentos que se repetiam quando eu estava no piloto automático.

Mesmo eu podendo escolher ser diferente da “Vida Maria”, mudando os meus padrões e decidindo o caminho que quero seguir, ainda não me sentia completa apenas com essas informações.
Acreditava que era bem mais do que essas caixinhas que me colocavam de acordo com um ou outro comportamento e me sentia mal por ser vista como um rótulo e não como a Mari que sou por inteira.

Percebi que, na verdade, era eu quem me via assim e escolhia deixar que a afirmação do outro influenciasse tanto no meu autorreconhecimento.
Talvez pelo falo do meu propósito estar bem ligado a minha essência ou por nunca ter me dado a chance de realmente refletir sobre os meus gostos, me conhecer e me apaixonar por mim..

Parei então de aceitar a opinião do outro como a majoritária (“o que eu deveria fazer, como eu deveria ser, o que eu deveria seguir…”), de querer agradar a todos e, pela primeira vez, decidi agradar a mim!
E foi assim, no meio de um banho, após várias reflexões sobre autoliderança, autoconfiança, responsabilidade e hábitos que comecei a refletir sobre o que EU realmente gosto e quem EU verdadeiramente sou!

A auto-aprendizagem está me mostrando que não existe fórmula geral à teoria do sucesso, o que existe é você experimentar e analisar o que dá certo para VOCÊ, saber que o seu processo é diferente do outro e que isso é mega importante para que haja a diversidade no mundo. Percebi que preciso respeitar o meu método e, por mais que seja distinto, é tão bom quanto o do outro, porém é o que funciona para MIM.

Admiro as habilidades dos outros, mas não preciso tê-las para mim só porque as admiro. As habilidades que preciso ter são as que eu realmente quero, as que eu amo e me orgulho: As minhas!

Mari Meirelles


Texto original no Blog: saltandocommari.com