Querido ano de 2017,

Sei que você está chegando agora, com essa face quase tímida de quem ainda não “conhece a galera”, mas aos poucos vamos nos (re)conhecendo e nos soltando nessa relação.
Por aqui muita gente espera um bocado de coisas de você: mais-amor-por-favor, salvação, apocalipse, prêmio da mega-sena ou só um respiro tranquilo de pausa no caos. Talvez você também espere muitas coisas de nós, não é meissssmo?
Fico pensando que louco seria se em todas as noites do ano todo, a gente sentisse a mesma estranha e eufórica alegria porque o relógio virou a meia noite. Os dias terminarem e recomeçarem não é um milagre?
É engraçado pensar que um ano chega novo, desconhecido, zerado. Mais engraçado ainda pensar que chega já nos aliviando, nos pegando no colo, como quem diz: “agora vai ser melhor”, mesmo quando os fatos não nos animam tanto assim.
Eu acho tanta beleza nisso. Para mim, é inevitável colocar expectativas em você, 2017. Esperei ansiosa sua chegada, mesmo sem entender direito o porquê. Reconheço o quanto preciso dessa passagem, desse fôlego de esperança, dessa oportunidade maluca de viver um novo recomeço, relembrado todos os dias pela minha agenda, que toda feliz e customizada, me mostra diariamente que você chegou. (Sim! Eu amo agendas de papel!)
Há quem diga que é uma ilusão acreditar que algo se transforma só porque o ano muda (afinal somos nós quem construímos nossas realidades). Há quem diga que o ano é regido por novas energias, astros ou _inserir aqui outras explicações_, que alteram nossa percepção sobre o novo ano. Seja como for, eu o acolho.
Já é fevereiro e ainda há muitos caminhos, escolhas e surpresas até que a gente se despeça, migo 2017.
Ainda é fevereiro, mas já agradeço pelos aprendizados, lutas, esperas e emoções até aqui.
Tamo junto.
Sua sempre,
Mar.
