Viva a diferença!
Quem me conhece já me ouviu dizer que “amo as diferenças”….. em especial as diferenças culturais. E amo mesmo!
Essa palestra da interculturalista Mariana De Oliveira Barros, no TEDxSãoPaulo retrata muito bem esse meu ponto de vista.
Entender e respeitar as diferenças culturais deveria ser matéria obrigatória nas escolas do mundo todo. Isso realmente faz a diferença nas nossas relações, visão de mundo, visão de nós mesmos e do outro. Evitaria muitas guerras!
Tive sorte! Aprendi a ter o olhar do interculturalista desde o berço, mas claro que não sabia que tinha esse nome. Meus pais sempre me ensinaram a olhar o mundo com esse olhar, que além de curioso, fosse de amor e respeito às diferenças.
Aos 17 anos, enquanto me preparava para o intercâmbio, tive meu primeiro contato mais “formal” com o interculturalismo… mas ainda não sabia que esse era o nome desse grupo de conhecimento. Meu pai me matriculou na Lela Instituto de Idiomas e Intercâmbio, e lá eu aprendi muito mais que inglês! Eu me preparei, me abri ainda mais e aprendi sobre o que eu ia encontrar nos Estados Unidos, como a escola seria diferente, como os costumes da família hospedeira seriam diferentes, e como eu deveria ser curiosa e respeitosa com aquela cultura que iria me acolher por um ano.
E graças ao que eu já tinha aprendido dos meus pais, e a esse curso da Lela eu tive uma experiência incrível como intercambista, bem diferente da de muitos amigos intercambistas que fiz por lá. E com isso acabei morando fora por 5 anos no total.
Sempre disse também que morar fora do país é uma oportunidade de autoconhecimento incrível, e que todo mundo deveria fazer uma vez na vida. Continuo acreditando nisso, mas hoje amplio meu olhar e acho que é possível desenvolver um olhar interculturalista mesmo sem sair de casa.
Pois esse olhar, pra mim, não está em conhecer detalhadamente uma outra cultura específica, ou realmente morar naquela cultura. Mas está em simplesmente saber olhar! Saber olhar o outro com respeito, com amor, com profundidade suficiente para compreender que somos apenas diferentes.
Estar aberto a entender as diferenças não é muito fácil pra muita gente. A melhor forma de entender as diferenças é estar aberto a ouvir a história do outro genuinamente, ouvir sem pensar nas respostas às diferenças, sem julgar…. ouvindo simplesmente para entender.
Quando estamos dispostos a ouvir e a aceitar que somos “apenas” diferentes, começamos a ter um outro olhar para o outro e para nós mesmos. Crescemos! Nos conhecemos! Conhecemos o outro! E brindamos a diferença!
PS1: Quando falo em aceitar as diferenças não estou dizendo que devemos concordar com tudo, ou nos adaptar a tudo. Mas falo em simplesmente entender que as diferenças existem… e que tudo bem!
PS2: Atenção no vídeo para a charge da brasileira e da muçulmana, e para quando ela fala dos Portugueses chegando ao Brasil. Acho que muitas fichas vão cair…
PS3: Aprendi agora a palavra “interculturalismo”… e estou amando saber que esse conjunto de conhecimentos que me acompanham a tanto tempo tem um nome.
PS4: Pedi pra Mariana De Oliveira Barros um tempinho para tomarmos um café, e acabei ganhando mais que isso. Obrigada Mariana!
