Sem Pontos

Falo e prometo, à melhor versão de mim mesma, mil paladares.

Toda magia tem seu preço. Por isso me recuso à submissão de energias ardilosas, famintas pelos caprichos voláteis.

Ao voltar da noite astral, minha massa cósmica desperta furtiva e calibrada. Proponho ao dia vitórias magníficas, realizações desejantes e obras primas sem esforço, casuais como um gênio que desponta.

Passado o banquete do sustento, me rendo ao cochilo de velhos e sábios costumes, que em cor alguma se encaixam na produtividade moderna. Sob pressão, paraliso, e com isso todos os agoras viram depois. Sinto o presságio da obra de arte faltosa.

Embaraçada nos meus próprios quereres, enrolo os afazeres de um presente ofertado a cada resquício de tempo.

Fuga audiovisual, anestesie meus pensamentos. Vou desistir do hoje e me render ao próprio umbigo. Também não posso tomar essa estrada. Sou escrava do esclarecimento.

Quero rolar morro abaixo coberta por confetes, colorir meu corpo até que todas as cores do mundo ultrapassem meus escudos e coloram minha alma com a inspiração dos deuses. Leve, calma, pura e certeira. Profana sem pecados, louca e mansa.

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