Responsabilidade afetiva e o caralho a quatro

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Não. Não dá pra se responsabilizar pelos sentimentos do outro quando, na verdade, você não garante nem mesmo os seus.

Não dá pra culpar o outro pelos seus sentimentos. Cada um, por incrível que pareça, já tem uma carga de sentimentos ‘embolados pra arrumar’.

Também não dá pra esperar que o outro ‘faça por você aquilo que gostaria que fizesse a si mesmo’, afinal, cada pequeno mundinho (leia-se pessoa) tem uma expectativa diferente pra administrar.

E então, se tudo é uma ‘série de nãos’, vale a pena amar?

Meu caro, vale. Sempre vale. O amor é uma parada insana, linda, transcendental e, muitas vezes inexplicável, mas ele também é confuso e, muitas vezes, muito mais vezes, não é o suficiente.

Tenho aprendido coisas que me fazem lidar melhor com o amor. Coisas que também preservam o meu amor, o amor pelo eu, por mim, o amor próprio e narcisista que não deve nunca deixar de existir. Essas coisas, se me permitem falar, são tão simples que até chocam quando vêm a público.

São coisas como: aprenda a lidar, encontre um jeito confortável, sincero e respeitoso consigo mesmo para não sofrer. Aprenda a aprender, aprenda que a experiência é uma coisa que tu levarás para todo o sempre, independentemente de ser bom ou não, aprender é necessário (não cagar no mesmo lugar também).

Mas no fim, tudo é aprender? Sim, afinal, quem não aprende não ensina, não propaga e não faz história (nem a sua própria história).

No fim (um fim que não existe) a leveza é a melhor escolha. E nem sempre ela vem carregada de uma responsabilidade afetiva que, acredite, já vem munida de cansaço e fuga.

Escolha se responsabilizar por você mesmo. Escolha dar o seu melhor, até onde você pode. Escolha também não sofrer por escolhas que não foram as suas e que você não pode mudar.

Escolha você.

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