Divulgar a nossa profissão é uma questão de ética

“Divulgar a sua profissão é uma questão ética.

Fazendo isso você pode salvar vidas.

Câncer é uma doença seríssima. Tão séria que vemos constantemente propagandas na televisão incentivando as pessoas, em especial as mulheres, a se autoavaliarem e procurarem um médico.

(…)

Agora me responda: depressão é menos sério que câncer? Aliás, não se sabe hoje que, de emoções negativas podem surgir manifestações orgânicas e que câncer é uma delas?

MUITA GENTE TÁ EMOCIONALMENTE DOENTE POR AÍ E NÃO SABE.

Achar que uma pessoa deve espontaneamente procurar um psicólogo somente quando estiver mal, é a mesma coisa que achar que um doente só deve procurar um médico quando, por si mesmo, constatar uma doença.

Os males físicos são muitíssimos mais evidentes que os males emocionais e de comportamento. Ainda assim ensinamos as pessoas a identificar e buscar ajuda para eles.

“Ah, mas no caso das emoções não!”. Não podemos influenciar. Não podemos vender. Não podemos comercializar. Isso seria banalizar uma coisa tão séria.

Bobagem. Demagogia.

É preciso educar.

Se déssemos mais atenção à educação emocional o mundo estaria bem melhor (…).

Se mostrássemos as pessoas, de forma pragmática e clara, como podemos ajuda-las a viver melhor (…) mostrar, comercializar, falar aos quatro cantos dos serviços que temos e dos resultados que podemos produzir. Não é uma opção.

É um dever.

Promover saúde não é ficar sentado na poltrona esperando que um cliente bata à sua porta. Porque quando batem, é porque já sofreram demais.

Deixemos de demagogia barata e mostremos ao mundo o quanto podemos contribuir para uma sociedade melhor.”

Trecho do livro “O Psicólogo empreendedor”, do autor e psicólogo Bruno Soalheiro.