:: Unir para mudar ::


A união entre pessoas só pode ter um objetivo: mudar! Para quê juntar hábitos e hálitos, para quê juntar pratos e trapos, para quê acrescentar socalcos aos passos, se não for para mudar?

Não digo apenas mudar em conjunto. Mudar individualmente é o que eu digo.

Pois se é para que tudo fique na mesma, na mesma confortável (ou não) forma de viver, se tudo é para que corra da mesma aventureira e individual forma, se tudo é para que nada mude, e com isso nada se perca, então como se pode ser igual se de repente tudo fica diferente?

Unir pressupõe mudar. E pressupõe mudar tudo ou quase tudo. É verdade que tudo se constrói em cima de algo. E que esse algo, que serve de fundação, na verdade não desaparece, passando apenas a ter uma função diferente, como patamar primeiro e único que passa a patamar segundo.

Mudar é o objetivo. Mudar é a consequência. Mudar é sobretudo inteligência. Mudar é continuar. Mudar é abdicar de algo, para ter algo diferente, arriscado, desconhecido, nem sempre ou quase nunca ao “nosso” jeito. Mudar é preciso antes que “mudar” seja um sacrifício. Mudar é preciso. Mudar faz sentido.

E unir… unir é mudar!

Se tudo é para ficar igual, então não é a união que acontece… talvez seja moda, ou talvez seja desejo, ou talvez seja posse, ou talvez seja tudo isso num só momento…

Unir é mudar! Mudar faz parte do unir. Para ser o que já fui, basta existir. Eu quero inventar, eu quero mudar, eu quero unir!

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Originally published at extractosdeumanonimo.blogspot.pt on May 14, 2014.