Sim, há carência de publicações e olha que o mundo está muito chato.
Ubirajara Santos
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Não há carência de publicações. Senão, elas não estariam desaparecendo como estão; é que não há mais quem as queira ler em seu formato impresso.

E também há carência de excelência nas publicações existentes.

Antigamente as revistas técnicas pretendiam ajudar as pessoas; hoje são propagandas de marcas e produtos.

Antigamente as revistas científicas divulgavam teses e descobertas; hoje elas são trapos sensacionalistas que falam unicamente de “bizarrices” e “nazismo”.

Antes os jornais promoviam claramente um conjunto de valores sociais e políticos. Agora todas as pautas são determinadas por vieses não assumidos.

Quanto às revistas que mantiveram parâmetros de excelência, frequentemente são boicotadas por players do mercado (aconteceu comigo em duas editoras e épocas diferentes).

Em outras ocasiões, a revista se beneficia de falar com o público ao vivo pela Internet, mas o dono da editora se recusa a investir no online, por falta de pensamento estratégico e de compreensão global do processo.

E assim por diante. Não foi só a Internet que matou as publicações impressas. Foi também uma série de incompetências em toda a cadeia, que poderia ser detalhada em um artigo separado.

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