Frágil | Este lado para cima
Natalia Horta
72

Saindo da casa dos pais

Mudar é realmente uma experiência muito loka. Quando saí da casa da minha mãe (há uns 2 meses), parecia estar tudo bem… até chegar o primeiro domingo, o mais estranho, vazio. Eu sabia que não chegaria ninguém da família ou um amigo. Era um domingo bem pacato.

Me senti meio "WTF?" (vulgo "QUEPOHÉSSA?"), fazia quanto tempo que esse sentimento não dava as caras (ou que eu o ignoro)? Para preencher esse vazio, nos enchemos de coisas para nos entreter e não sentirmos esse tempo de solidão inquietante. E como faço para me livrar disso? Vejo uns vídeos, fotos, textos? Mas nada me "curava" plenamente.

No século 21 temos acesso instantâneo a entretenimento por meio da Internet, seja no Facebook, seja no YouTube etc.. Acredito que ainda não alcançamos a maturidade para lidar com a tecnologia. Ainda não encontramos o equilíbrio entre o mundo físico e a tela que nos mostra o mundo virtual, que se mistura cada vez mais com carne e osso, a ubiquidade da Internet/eletrônicos.

Como evoluir como pessoa em um tempo em que não se dá atenção ao que é dito internamente, quando preferimos nos anestesiar com qualquer estímulo externo, ao invés de escutar o que nossos corpo, mente e alma querem nos dizer…? Essa evolução tem a ver com o nosso livramento das angústias que apenas nos atrasam, dos medos bobos (mas aparentemente imobilizantes)

O que é real? O que vale a pena? Como é o caminho que eu quero trilhar? Essas são perguntas estritamente pessoais, mas quando não nos escutamos, tendemos a não conseguir respondê-las. Nenhum vídeo do YouTube ou texto do Medium nos darão essas respostas.

Era pra falar sobre sair de casa, mas extrapolei (fuga ao tema, zero na redação). O importante é percebermos como esse momento nos cerca de novas problemáticas que provavelmente nunca nos deparamos antes. Não é apenas uma mudança no espaço físico. É a mudança do seu espaço, tanto interno, quanto externo. Como isso altera sua relação com a sua família, amigos, mundo?

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.