Mira

Entrava na casa sem muralha. Tentava esquivar da sua cara. Restava a vontade que mudava. Andava a dois mil passos por hora. Embora quisesse lhe esquecer. Embora quisera enlouquecer. Em toda verdade pra dizer há de haver mais que um motivo que chora. Um delírio. Um sentido que agora sorriu sentindo música terna que eterna sempre tocava.

Fui para a rua. Andava até molhar o cabelo com a chuva. A mente escorria, a cabeça rolava. Não há trava que bloqueie a sensação. A tentação de lhe ver de novo à vista. Esqueça a rima. Take your eyes over here. E me sorria, minha mira, com esses olhos de menina.