Estradas falantes e teimas de quadros quase verdes

Se caço minhas raízes sertão adentro, volto à Cascavel e Mombaça, duas terras no meio da história, teimosas de manter seus nomes mesmo quando a lei quis dar outros. Se caço no rumo do mar, volto ao reino de Galiza, ou aos muitos castros de Portugal, na Ibéria de casarões e estradas. E assim a viagem toda de curvas, que só mostra o mesmo trajeto de todos nós, filhos dos netos de colonos e potiguares, de tomados e tomadores, é uma rede grande, de muitos punhos. E é como esse mundo de vizinhos que não se falam, mas que partilham as sinas todinhas: olhar para trás é um exercício vago, de Narciso, clareador de nossa grande pequenez feita no cruzamento das vidas dos Outros.


Originally published at www.mariocastro.org.

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